Esperança de vida mundial aumentou 10 anos desde 1970

Estudo publicado na revista “The Lancet”

17 dezembro 2012
  |  Partilhar:

A população mundial ganhou, desde 1970, mais de 10 anos de esperança de vida, mas as diferenças entre os países com melhores e piores resultados praticamente não mudou, refere um estudo publicado na revista “The Lancet”.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, é descrito pela revista como o maior esforço de sistematização para descrever a distribuição global e as causas de uma variedade de doenças, lesões e fatores de risco para a saúde.
 

Esta investigação inclui a recolha, ao longo de cinco anos, de dados de 187 países por 486 cientistas de 302 instituições em 50 países. Entre as conclusões, o estudo revela que a esperança de vida dos homens aumentou 11,1 anos entre 1970 e 2010, de 56,4 para 67,5 anos. Nas mulheres, a esperança de vida aumentou ainda mais - 12,1 anos ou 19,8% - de 61,2 anos em 1970 para 73,3 anos em 2010.
 

Contudo, as diferenças entre os países com maiores e menores esperanças de vida mantiveram-se muito semelhantes desde 1970, mesmo quando se retiram eventos dramáticos como o genocídio do Ruanda em 1994.
 

Em 2010, as mulheres japonesas eram as que tinham maior esperança de vida (85,9 anos), enquanto para os homens a Islândia era o país com melhores resultados (80 anos). Por outro lado, o Haiti tinha a mais baixa esperança de vida em ambos os géneros (32,5 nos homens e 43,6 nas mulheres), sobretudo devido ao sismo de janeiro de 2010.
 

Os investigadores também constataram que alguns países contrariaram a tendência e registaram quedas substanciais da esperança de vida. Na África Subsaariana como um todo, a esperança de vida nos homens diminuiu 1,3 anos entre 1970 e 2010, enquanto nas mulheres caiu 0,9 anos, declínios atribuídos à epidemia de VIH/Sida.
 

Por outro lado, o estudo revela que, à medida que a esperança de vida aumenta, as doenças infeciosas e infantis relacionados com a malnutrição vão sendo substituídos (com exceção da África Subsaariana) por doenças crónicas, lesões e doenças mentais.
 

"Essencialmente, o que nos faz doentes não é necessariamente o que nos mata. Enquanto o mundo fez um excelente trabalho a combater doenças fatais – especialmente doenças infeciosas – vivemos agora com mais problemas de saúde que causam muita dor, afetam a nossa mobilidade e nos impedem de ver, ouvir e pensar claramente", refere o estudo.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.