Esperança de vida continua a aumentar
14 agosto 2000
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Durante os próximos 50 anos, a esperança de vida nos Estados Unidos e noutros países industrializados, continuará a aumentar sem abrandamento previsível, dizem os especialistas num artido da Revista Nature (Nature 2000;405:789-792). A previsão deste grupo de investigadores aponta para uma duração média de vida bem para além dos 80 anos em 7 países, o que trará fortes implicações para futuros programas de governo em todo o mundo por ultrapassar todas as expectativas.
 

 

Por volta de 2050, habitantes das nações G7- Estados Unidos, Canadá, Japão, França, Alemanha, Itália e Reino Unido, poderão viver bem para além das estimativas oficiais. No Japão, a esperança de vida poderá ultrapassar em 9 anos as previsões governamentais, atingindo o espantoso número de 91 anos. Nos Estados Unidos, esse número poderá ser de 83 anos.
 

 

Os investigadores, liderados pelo Dr. Shripad Tuljapurkar da Mountain View Research, em Los Altos, California, depois de examinarem as taxas de mortalidade dos países G7 entre 1950 e 1994, concluiram que essas taxas cairam exponencialmente e a ritmo constante durante esse período e dizem que, tendo em consideração a sucessão de recentes descobertas em Medicina, se prevê que a mesma tendência se verifique no futuro.
 

 

De acordo com este trabalho, uma proporção maior do que a prevista tornar-se-á idosa e dependente de uma fatia cada vez menor de população activa. Este quociente de dependência poderá ser 6-40% maior do que o previsto pelos governos dos G7, como no caso do Reino Unido e do Japão, respectivamente. Este trabalho poderá influenciar os programas de Segurança Social em todo o mundo.
 

 

À medida que a duração de vida aumentar, acabará por atingir um limite natural, que corresponde ao limite biológico, o qual ainda se desconhece.
 

 

Na primeira metade do século passado foram os avanços no combate às doenças infecciosas e aos problemas da gravidez e parto que diminuiram as taxas de mortalidade entre os mais jovens. Mais recentemente, os progressos na luta contra doenças cardíacas, tromboses e outras doenças relacionadas com idades mais avançadas, têm permitido às populações viver por mais tempo. O que é importante é que estas vidas longas também parecem ser cada vez mais saudáveis. No entanto, não é possível garantir que os avanços na Medicina possam continuar a manter este ritmo de aumento na esperança de vida que se tem vindo a observar nos últimos 200 anos.
 

 

Fonte: Reutershealth.com

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