Esperança de vida aumentou cerca de seis anos desde 1990

Estudo publicado na revista “Lancet”

30 dezembro 2014
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A esperança de vida aumentou 6,6 anos para as mulheres e quase 5,8 anos para os homens desde 1990, são os resultados do estudo “Global Burden of Disease Study 2013”.
 
Liderado por Christopher Murray, docente de Saúde Global na Universidade de Washington, EUA, o estudo indicou que este aumento se deve, essencialmente, ao rápido declínio de morte por cancro e doenças cardiovasculares nos países de rendimento elevado, e por diarreia, infeções do trato respiratório e problemas neonatais nos países em países de baixo rendimento.
 
“O enorme aumento nas ações coletivas e no financiamento atribuído a importantes doenças crónicas, como a diarreia, varíola, tuberculose, VIH/Sida e malária exerceu um grande impacto”, comentou Christopher Murray. 
 
“No entanto, este estudo demonstra que a esperança de vida nas regiões de rendimentos elevados tem aumentado devido ao decréscimo dos índices de mortalidade na maioria dos cancros, que desceram 15%, e das doenças cardiovasculares, que desceram 22%”, acrescentou o investigador.
 
Em contrapartida, registou-se uma subida na mortalidade, desde 1990, devido a outros problemas de saúde: cancro do fígado provocado por hepatite C (subida de125%), fibrilação atrial e flutter atrial (100%), problemas relativos ao uso de fármacos (63%), doença renal crónica (37%), anemia falciforme (29%), diabetes (9%) e cancro do pâncreas (7%).
 
Adicionalmente, nos países subsaarianos a esperança de vida diminuiu cinco anos desde 1990, devido principalmente ao flagelo da epidemia do VIH/Sida. Os anos de vida perdidos globalmente devido àquele flagelo aumentou 334% desde 1990. Na Síria a guerra foi a principal causa do decréscimo da esperança de vida.
 
No entanto, houve casos de países onde a esperança de vida aumentou acentuadamente, em 12 anos para ambos os sexos, desde 1990: Nepal, Maldivas, Ruanda, Timor-Leste, Irão Etiópia e Níger. 
 
Finalmente, a mortalidade infantil decresceu consideravelmente: em 1990 foram registados 7,6 milhões de óbitos infantis, mas em 2013 este índice tinham descido para 3,7 milhões globalmente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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