Especialistas lusófonos debatem em Portugal risco de contágio de doenças tropicais

1º Congresso Lusófono de Doenças Transmitidas por Vetores

09 março 2015
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Portugal será o anfitrião do 1º Congresso Lusófono de Doenças Transmitidas por Vetores, para “chamar atenção da Lusofonia” para os riscos de contágio de doenças tropicais, noticia a agência Lusa.
 
Este evento, que decorrerá entre 20 e 21 de abril, irá reunir especialistas de saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para debater temas relacionados com arboviroses, doenças transmitidas por carraças, filariose, leishmaniose, malária e nanotecnologia no diagnóstico e prevenção de doenças transmitidas por vetores.
 
Realizado em simultâneo com o III Congresso Nacional de Medicina Tropical, o 1º Congresso Lusófono de Doenças Transmitidas por Vetores é organizado pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical e pela Universidade Nova de Lisboa.
 
“Com a globalização e as viagens que se fazem – cada vez mais se viaja de país lusófono para países lusófonos - aumentam os riscos de doenças, quer as contraídas cá, como as transmitidas nos outros países”, disse à Lusa a presidente da Comissão Científica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Lenea Campino.
 
Na véspera da reunião, peritos de saúde da CPLP vão realizar um seminário sobre “Monitorização e controlo de vetores em Portugal e no espaço europeu, a eliminação da doença de Chagas na Europa e seu controlo nas Américas e Pacífico Ocidental: avanços, desafios e oportunidades”, e um curso de “Medicina do Viajante”.
 
Em entrevista à Lusa, Lenea Campino disse que a ideia é “trocar experiências, alertar – não é alertar de alarmar aos profissionais da saúde, bem como as comunidades, que precisam de fazer profilaxia” em relação às enfermidades que têm registado, especialmente, na Europa, decorrente da globalização.
 
“Ultimamente tem acontecido que a Europa tem tido surtos epidémicos e muitas vezes há focos endémicos de doenças anteriormente desconhecidas, como por exemplo, o vírus do dengue, a Chikungunya, que têm sempre casos fatais. Se as pessoas não estiverem alertadas, o diagnóstico pode não ser feito com a urgência que deve ser e o tratamento adequado”, afirmou.
 
Lenea Campino citou o caso de dengue na ilha da Madeira, em 2012, onde se registaram 2.168 casos, cujo diagnóstico rápido foi feito pela Direção Geral da Saúde, pelo Instituto de Medicina Tropical e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC) europeu, que “conseguiram evitar” mais casos e eliminar a epidemia.
 
Num artigo de opinião, a que a Lusa teve acesso, sobre os dois eventos, a presidente da Comissão Científica do Instituto de Higiene e Medicina Tropical referiu que “estas infeções comumente fixadas em regiões tropicais e subtropicais estão em expansão, estimando-se até 17% da taxa global das doenças infeciosas”.
 
“De facto, a Europa e os EUA debatem-se com surtos epidémicos de infeções por agentes patogénicos considerados tropicais”, assegurou Lenea Campino.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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