Especialistas em toxicodependência reunidos no XV Encontro das Taipas
03 junho 2002
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Mais de 800 especialistas em toxicodependência vão estar reunidos hoje em Lisboa, no XV Encontro das Taipas, numa altura em que já foi concluído um relatório sobre a fusão dos dois organismos na área do tratamento e da prevenção.
 

 

Logo após tomar posse, o novo governo decidiu fundir o Serviço de Prevenção e Tratamento da Toxicodependência (SPTT) e o Instituto Português da Droga e da Toxicodependência (IPDT), num único organismo, que irá funcionar na dependência do Ministério da Saúde.
 

 

Até agora o SPTT, que geria o tratamento, era tutelado pelo Ministério da Saúde, enquanto o IPDT, responsável pela prevenção da toxicodependência e pela redução de danos, funcionava na dependência directa do primeiro-ministro, através do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
 

 

Os trabalhos iniciam-se ontem com um painel sobre "Ética e Toxicodependência", presidido pela antiga ministra da Saúde Leonor Beleza.
 

 

Implantes subcutâneos
 

 

 

O Centro das Taipas tem vindo a utilizar desde Novembro implantes subcutâneos de naltrexone, um medicamento que inibe os efeitos dos opiáceos, designadamente da heroína, e que já foi ministrado a 43 toxicodependentes.
 

 

Esta área de investigação recente em Portugal, iniciada no Centro de Atendimento a Toxicodependentes (CAT) da Taipas, mas já usada em outros países, é um dos temas em discussão no XV Encontro das Taipas.
 

 

 

Os implantes subcutâneos de naltrexone são uma nova
 

técnica de ministrar este antagonista opiáceo que já é usado desde 1988 nas Taipas, mas na forma de comprimidos ou líquido. Um antagonista opiáceo é um medicamento que retira o desejo e impede o prazer em caso de consumo.
 

 

De acordo com o director do CAT das Taipas, o psiquiatra Luís Patrício, esta forma de utilização do naltrexone traz vantagens, pois os implantes subcutâneos, colocados debaixo da pele durante uma pequena cirurgia, têm um efeito que dura cerca de dois meses, ao contrário da utilização oral, que obriga a uma toma diária ou pelo menos duas vezes por semana.
 

 

Luís Patrício adiantou à Lusa que os toxicodependentes a
 

fazer este programa foram criteriosamente seleccionados e tiveram que fazer uma desintoxicação prévia.
 

 

Fonte: Lusa
 

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