Especialistas discutem a evolução da biomecânica do movimento humano

Colóquio realizado nos Açores conta com 80 médicos e engenheiros

11 março 2011
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A biomecânica do movimento humano é o tema que está a ser debatido, desde quarta-feira, num colóquio internacional, o EUROMECH, onde estão em análise modelos de engenharia usados na criação de próteses para melhorar a qualidade de vida de pessoas com mobilidade reduzida.
 

Em declarações à agência Lusa, Jorge Ambrósio, do Instituto Superior Técnico, revelou que as próteses colocadas em cirurgias às ancas ou aos ombros são casos "estudados com modelos mecânicos. Os mesmos que são usados para a construção de um carro ou de um edifício são também usados para o corpo humano, com a supervisão dos médicos".
 

O especialista chamou a atenção para o facto de que esta é uma forma de melhorar a qualidade de vida, nomeadamente através da "possibilidade de manter o movimento com os mesmos padrões que, por doença ou acidente, não se podem manter".
 

Neste colóquio, que contou com a participação de 80 engenheiros e médicos oriundos de Portugal, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, França, Dinamarca, EUA, Brasil, Espanha, Rússia, Polónia, República Checa, Eslováquia, os especialistas debateram a biomecânica do movimento humano, analisando as novas fronteiras da aplicação clínica das técnicas que têm vindo a ser desenvolvidas na Europa.
 

“A biomecânica tem uma especificidade muito interessante que junta engenheiros e médicos", frisou Jorge Ambrósio, salientando, ao nível da ortopedia, a possibilidade de criar ortóteses e próteses para "aumentar a qualidade de vida dos doentes", por exemplo, com pé diabético.
 

Nesse sentido "estão a ser usados modelos mecânicos típicos da engenharia mecânica ou civil para modelar e descrever como é que os seres humanos caminham e correm”, dá conta o especialista.
 

Jorge Ambrósio destacou ainda o caso de cirurgias à anca ou ao ombro em que há substituição dos tecidos naturais por tecidos artificiais, salientando que estas operações implicam, não só remoção de uma parte dos ossos, que são substituídos pelas próteses, mas também a recolocação dos músculos em localizações que não são exactamente as naturais.
 

Nesta área, frisou que existe um número crescente de cursos de engenharia biomédica, que são coordenados por engenheiros e médicos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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