Especialistas defendem rastreio nacional à hepatite C

Alvo seriam pessoas nascidas entre 1950 e 1980

30 abril 2015
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Especialistas defendem que a única forma de saber ao certo quantas pessoas são portadoras de hepatite C em Portugal é realizar um rastreio nacional a todos aqueles que nasceram entre 1950 e 1980.
 
De acordo com a notícia veiculada pela agência Lusa, existem atualmente 13 mil doentes diagnosticados com hepatite C pelos hospitais públicos, embora se considere que este número se encontra muito abaixo da realidade.
 
Emília Rodrigues, da associação SOS Hepatites, que representa os doentes, estima que o número real de casos ascenda a mais de 150 mil, admitindo mesmo a possibilidade de este poder atingir os 300 mil.
 
Fernando Ramalho, hepatologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, revelou à Lusa que existe um número significativo de pessoas que não sabem que estão infetadas com o vírus da hepatite C e, como tal, não recebem cuidados médicos. Daí este especialista defender a realização de testes rápidos à hepatite C nos cuidados primários de saúde e considerar que a definição da população-alvo deste rastreio deverá ser feita com base nos anos de nascimento.
 
Para a SOS Hepatites, rastrear pessoas nascidas entre 1950 e 1980 tem a vantagem de abranger uma faixa etária que inclui não só ex-combatentes em África, onde terá ocorrido maior risco de exposição ao vírus, mas também pessoas que “passaram pelo boom da droga em Portugal”.
 
De acordo com Fernando Ramalho, o rastreio não deve ser baseado em grupos de risco com base em comportamentos, porque os doentes podem negar esses comportamentos ou até desconhecê-los.
 
No que diz respeito aos custos para o Serviço Nacional de Saúde, este especialista defende que quantos mais doentes forem diagnosticados, mais barato ficará o tratamento.
 
“Quantos mais doentes detetarmos, mais os laboratórios serão sensíveis a baixar os preços”, declarou.
 
Desde fevereiro que os hospitais portugueses disponibilizam medicamentos inovadores comparticipados a 100% pelo Estado a doentes com hepatite C.
 
O acordo entre o Ministério da Saúde e o laboratório Gilead, que produz estes medicamentos, determina que a farmacêutica é paga apenas quando o doente fica curado.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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