Especialistas debatem epilepsia em Lisboa

Novas técnicas e novas esperanças

10 março 2004
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Médicos portugueses e estrangeiros apresentam na sexta-feira, dia 12, no Instituto de Medicina e Higiene Tropical, em Lisboa, novos dados encorajadores sobre os avanços terapêuticos registados no âmbito da epilepsia, doença que afecta entre 40 a 70 mil portugueses. A epilepsia é uma doença que afecta o cérebro e o seu funcionamento, por outras palavras, é uma doença neuronal resultante de «descargas eléctricas» intensas, espontâneas e desordenadas entre as células do cérebro, habitualmente de curta duração. Nos últimos anos, especialistas de todo o mundo têm centrado a sua atenção nos tratamentos  que podem ajudar a controlar as crises e, sobretudo, na prevenção da lesão e da morte celular, como é o caso da neuroprotecção. Preservar e regenerar os nossos neurónios é o ponto de partida para a investigação científica patente nas novas formas de tratamento da epilepsia. Quando o sistema nervoso é agredido (por ex.:traumatismo, perturbação vascular, alteração geneticamente determinada ou outro tipo de agressão) as suas células desencadeiam acontecimentos que, em última análise, conduzem à sua morte. Isto é, no interior das células são produzidas substâncias que geram uma cascata de outras substâncias, as quais, em última análise, levam à morte celular. A neuroprotecção consiste, assim, em actuar logo a seguir a uma agressão às células nervosas, impedindo que a cascata, acima referida, se desencadeie, conservando a integridade celular. Deste modo, a neuroprotecção permite a protecção dos neurónios e impede que a doença «alastre» às restantes zonas do cérebro. No fundo, procura a utilização de fármacos que, a par da acção curativa, possuam uma função preventiva.  Francisco Pinto, responsável pela consulta de epilepsia do Hospital Santa Maria, irá moderar este encontro, no qual participam reconhecidos palestrantes na área da Epilepsia: José Pimentel, neurologista no Hospital de Stª. Maria, Elinor Ben-Menachem, professora de Neurologia e Epilepsia na Universidade de Gutemburgo – Suécia, e Renzo Guerrini, do Instituto de Neuropsiquiatria Infantil da Universidade de Pisa – Itália.  O simpósio irá abordar temas pertinentes como Epilepsia e Co-Morbilidades; Eficácia e Segurança do Topiramato e o uso do Topiramato nas Crianças enquanto Antiepiléptico de largo espectro.   MNI- Médicos na Internet

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