Espanha preocupada com a gripe

Frio na China faz temer regresso de pneumonia atípica

03 novembro 2003
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A Espanha está preocupada com um surto de gripe que está a afectar  país. Segundo o jornal «El País», citando dados do ministério da Saúde, nas últimas quatro semanas foi registada uma média de 43,7 casos entre cada 100 mil habitantes – uma média cinco vezes maior de casos do que nos últimos anos.Outro problema é que o vírus é considerado mais agressivo do que os detectados no ano passado. O país tenta estimular as pessoas mais idosas à vacinação para evitar problemas durante o Inverno.Todos os anos, entre cinco e 15 por cento dos espanhóis contraem gripe, mas, segundo autoridades médicas, esses índices ultrapassam os 50 por cento nos lugares onde  convivem pessoas de idade.China teme regresso À medida que o frio começa a estabelecer-se na China, o país entra em alerta redobrado com receio do regresso da Síndroma Respiratória Aguda Grave (Sars). Especialistas dizem ser certo que o vírus reapareça no território chinês.«Mas a escala da epidemia depende das medidas de controlo que adoptarmos», afirmou Zeng Guang, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da China, durante simpósio em Pequim.Passageiros que chegam ao porto de Tianjin, no norte do país, com temperaturas corporais de 38 graus ou acima estão a ser retidos para observação médica e registados junto a autoridades, disse a agência de notícias Xinhua.Em Pequim, as temperaturas têm vindo a cair desde a semana passada, e a cidade mantém equipas médicas nos  centros de saúde durante 24 horas por dia. As regiões da Mongólia Interior e de Shanxi também reactivaram os centros de emergência.Zhong Nanshan, especialista em Sars da Província de Guangdong, onde a doença surgiu no ano passado, disse que as pessoas deveriam praticar mais desporto e estar com o sistema respiratório sadio para evitar o vírus.Dentro dos comportamentos muito perigosos, Zhong aponta o cuspir em público e comer animais selvagens.A Sars surgiu no Inverno chinês de 2002 e infectou mais 5.300 pessoas no país e mais de oito mil no mundo, das quais 700 morreram. A China foi criticada pelo mundo por ter demorado meses até começar a divulgar a verdadeira escala da epidemia.Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet

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