Espaços verdes são benéficos para o cérebro

Estudo publicado no “International Journal of Environmental Research and Public Health”

13 abril 2017
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Um estudo apurou que caminhar em espaços verdes de áreas urbanas movimentadas desencadeia alterações nos níveis de envolvimento, frustração e entusiasmo em pessoas mais velhas.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores das Universidades de York, Inglaterra, e de Edimburgo, Escócia, o estudo teve como objetivo perceber como é que as pessoas mais velhas experienciam diferentes ambientes urbanos e está inserido num projeto mais alargado sobre mobilidade, estado de espírito e locais e o papel dos ambientes urbanos na promoção da saúde e bem-estar ao longo da vida. 
 
Para o estudo os investigadores contaram com a participação de oito indivíduos de 65 anos e mais de idade, aos quais foi pedido que usassem capacetes para eletroencefalograma móveis para registar a sua atividade cerebral quando caminhassem entre espaços movimentados e espaços verdes urbanos. 
 
Os investigadores filmaram também os percursos por onde os participantes andaram e perguntaram-lhes como se tinham sentido. Foram efetuadas entrevistas aos participantes antes e depois.
 
O estudo revelou que os voluntários evidenciaram preferência pelos espaços verdes por serem mais calmos e relaxantes e demonstraram benefícios com o contacto com aqueles espaços. “O espaço verde urbano desempenha um papel na contribuição para um ambiente citadino que apoie as pessoas mais velhas, através da mediação do stress induzido pelos ambientes com construções”, adiantou Chris Neale, investigador do Instituto do Ambiente Estocolmo da Universidade de York.
 
“Num período de austeridade, em que os espaços verdes estão possivelmente ameaçados, devido à pressão sobre o financiamento das Câmaras, demonstrámos que estas áreas são importantes para a saúde das pessoas”, continuou.
 
O investigador lembrou ainda que a população está a envelhecer cada vez mais e os custos com os cuidados aos mais velhos são cada vez maiores, sendo que manter o acesso destas pessoas aos espaços verdes poderá ser uma opção de custo relativamente baixo para promover o bem-estar mental.
 
Sara Tilley, investigadora da Universidade de Edimburgo acrescentou que “estes achados – e outros do mesmo projeto que demonstram o quão importantes são os espaços para as nossas memórias pessoais e culturais, e para nos mantermos relacionados socialmente – têm implicações sobre a forma como fazemos projetos para pessoas de todas as idades, antecedentes e capacidades, de forma a que andar ao ar livre quando se é mais jovem se torne numa paixão de sair para toda a vida”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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