Escolas deviam ter acesso à formação em suporte básico de vida

Opinião do presidente do Conselho Português de Ressuscitação

06 dezembro 2010
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A formação em suporte básico de vida (SBV) deveria ser dada nas escolas, de acordo com o presidente do Conselho Português de Ressuscitação (CPR), Rui Araújo.

 

Em declarações à agência Lusa Rui Araújo revelou que “falta uma visão integrada que permita intervir em termos de formação básica, quer para crianças como para profissionais que interagem com grandes grupos de população”.

 

“As crianças estão no topo da prioridade, porque têm uma receptividade diferente, influenciam os pais e famílias e porque têm uma esperança de vida que configura aquilo que é essencial, que é uma mudança educacional de fundo que permita que a sociedade se vá tornando mais segura”, sublinhou.

 

Mas o presidente do CPR chama atenção para o facto de em Portugal “ainda ser possível concluir um curso de medicina ou de enfermagem sem formação nesta área”.

 

No âmbito de uma “aula” sobre SBV dada a cerca de 150 alunos de três escolas do Porto, o responsável realçou ainda que uma pessoa que sofrer um colapso tem uma probabilidade de sobreviver entre 60 a 70 % se receber imediatamente SBV. Se ficar à espera do INEM, “a probabilidade de uma pessoa recuperar é de 0,5 a 1 %”.

 

De acordo com Adelina Pereira, do CPR, que organizou esta formação com alunos do concelho, o SBV "devia ser transversal à população".

 

A responsável referiu que de nada serve ter uma unidade de cuidados intensivos muito bem apetrechada se, quando se encontra uma vítima no chão, "ninguém souber pedir ajuda ao 112 e não souber fazer SBV".

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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