Esclerose múltipla: hospital administra só um medicamento por razões económicas

Denúncia das Associações de Esclerose Múltipla

24 fevereiro 2012
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O Hospital de Braga está a receitar um único medicamento aos doentes com esclerose múltipla, para poupar dinheiro, segundo as Associações de Esclerose Múltipla que receiam que esta medida se estenda a outros hospitais do país.

 

Os representantes das associações de esclerose múltipla explicaram na comissão Parlamentar de Saúde que para os doentes antigos, “mantém-se a prescrição do neurologista”, seja qual for o medicamento.

 

Para os novos doentes, só dois medicamentos estão autorizados e às vezes um desses é negado. O médico só pode passar o Betaferon. Em certas situações, devidamente justificadas, o médico pode prescrever um outro medicamento, o Capaxone, mas mesmo assim, às vezes, a administração não autoriza”, afirmaram.

 

Os “novos doentes” são todos aqueles que foram diagnosticados após agosto de 2011, explicam, acrescentando que, por ano, surgem 300 novos casos de esclerose múltipla em todo o país, 18 dos quais só na região de Braga.

 

As associações afirmaram que “nem para todos os doentes é própria a mesma medicação”, pois a eficácia do medicamento e a tolerância dos doentes variam de caso para caso.

 

De acordo com os responsáveis esta medida foi adotada pelo Hospital de Braga por razões meramente economicistas e receiam agora que se estenda a outros hospitais do país, sobretudo depois de notícias que dão conta de que 19 hospitais do Norte se uniram para comprar medicamentos a preços mais competitivos.
Já em dezembro do ano passado, uma destas associações, a Associação Todos com a Esclerose Múltipla (TEM), tinha emitido um comunicado, no qual lançava ao Hospital de Braga esta acusação de receitar um único medicamento aos doentes.

 

Na altura da primeira denúncia, o Hospital de Braga, ouvido pela agência Lusa, esclareceu que os doentes com esclerose múltipla são ali tratados “com terapêuticas aprovadas pelo Infarmed, adaptadas caso a caso, nomeadamente conforme as exacerbações e remissões da doença”.

 

O Hospital alega que, “não obstante existirem outros medicamentos farmacologicamente equivalentes, o tratamento de primeira linha adotado é o Betaferon, o qual é internacionalmente indicado para esta patologia”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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