Esclerose múltipla: fármaco pode impedir progressão da doença

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

14 abril 2016
  |  Partilhar:
Uma equipa internacional de investigadores demonstrou que um fármaco derivado de uma planta pode impedir a progressão da esclerose múltipla, refere um estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 
A esclerose múltipla é uma doença crónica incurável, inflamatória e degenerativa, que afeta o sistema nervoso central. Esta condição surge frequentemente entre os 20 e os 40 anos e afeta com maior incidência as mulheres do que os homens. Estima-se que em todo o mundo existam cerca de dois milhões e meio de pessoas com esclerose múltipla e em Portugal mais de oito mil. 
 
Christian Gruber, da Universidade de Queensland, na Austrália, acredita que esta descoberta importante pode representar um avanço na prevenção e tratamento da esclerose múltipla e noutras doenças autoimunes.
 
“Esta é realmente uma descoberta importante, uma vez que pode fornecer uma nova qualidade de vida para os indivíduos que sofrem desta doença debilitante”, referiu o investigador.
 
Contrariamente aos tratamentos atuais contra a esclerose múltipla, em que os pacientes necessitam de injeções frequentes, este novo fármaco poderá ser administrado oralmente. O novo fármaco, denominado T20K, foi extraído de uma planta medicinal, a Oldenlandia affinis.
 
O estudo apurou que o novo fármaco mostrou ser eficaz num modelo animal da esclerose múltipla. O T20K foi capaz de impedir a progressão dos sintomas clínicos da doença num modelo de ratinho.
 
O investigador referiu também que o novo tratamento surgiu de um peptídeo de origem vegetal, uma classe de fármacos conhecidos por ciclotídeos. Estes fármacos, que estão presentes em vários tipos de plantas, têm o potencial de tratar vários tipos de doenças autoimunes.
 
Os investigadores constataram que os peptídeos T20K apresentam uma grande estabilidade e características químicas ideais para um candidato a fármaco oral e acreditam que a fase I dos ensaios clínicos pode ter início em 2018. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.