Esclerose lateral amiotrófica: possível terapia?

Estudo publicado no “Journal of Neuroscience”

17 junho 2014
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A esclerose lateral amiotrófica poderá ser tratada com um composto de cobre, conhecido já há algumas décadas, dá conta um estudo publicado no “Journal of Neuroscience”.
 

Através de experiências realizadas em ratinhos geneticamente modificados para desenvolver esta doença debilitante, investigadores da Austrália, EUA e do Reino Unido constataram que a toma oral deste composto aumentava significativamente a longevidade dos animais, bem como melhorava a sua função locomotora. Nos humanos ainda não tinha sido descoberta nenhuma terapia capaz de aumentar a longevidade dos paciente mais do que alguns meses.
 

A esclerose lateral amiotrófica foi pela primeira vez identificada nos finais do século XIX  como uma doença neurodegenerativa e fatal. Esta doença é causada pela deterioração e morte dos neurónios motores na espinal medula e tem sido associada a mutações na cobre/zinco superóxido dismutase (SOD). Na ausência dos seus cofatores metálicos, nomeadamente do cobre e do zinco, a estrutura da SOD fica afetada, a enzima torna-se tóxica, conduzindo à morte dos neurónios.
 

Os investigadores explicam que os danos da esclerose lateral amiotrófica ocorrem primariamente na espinal medula, um dos locais do organismo de difícil absorção de cobre. “O cobre é necessário mas pode ser tóxico, deste modo, os níveis deste metal são estreitamente controlados no organismo. A terapia que estamos a trabalhar liberta o cobre seletivamente nas células da espinal medula”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Joseph Beckman.
 

Ao restaurar os níveis de cobre no cérebro e na espinal medula, os autores do estudo acreditam que estão a estabilizar a SOD. Através desta abordagem os investigadores conseguirem aumentar a longevidade dos animais afetados em 26%.
 

Os investigadores acreditam que após algumas melhorias e a realização de ensaios clínicos para testar a eficácia e segurança deste composto, este pode funcionar como uma nova terapia contra a esclerose lateral amiotrófica e talvez a doença de Parkinson.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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