Esclerose lateral amiotrófica é travada

Estudo realizado pela Universidade de Telavive

19 agosto 2013
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Uma equipa de investigadores israelitas conseguiu, pela primeira vez, travar o processo degenerativo da esclerose lateral amiotrófica (ELA) com uma nova técnica de reinjeção de células estaminais do próprio doente.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, foi realizado nos últimos anos no hospital universitário Hadasa Ein Karem, em Jerusalém, tendo conseguido impedir por completo o avanço da doença e, em alguns doentes, conseguiu mesmo uma ligeira melhoria nos músculos degenerados.
 

“O problema da ELA e de doenças similares é que um grupo de células nervosas degenera até morrer de forma irremediável”, explicou o professor Eldad Melamed, cientista da Universidade de Telavive que participa no projeto, apoiado pela empresa israelita privada Brainstorm.
 

A esclerose lateral amiotrófica, de que padece, por exemplo, o cientista britânico Stephen Hawking, e que é também conhecida como Doença de Lou Gehrig e, em França, como Doença de Charcot, surge quando os neurónios motores deixam de funcionar e começam a causar uma paralisia muscular que acaba na morte, em poucos anos.
 

O investigador indicou que a investigação tem sido muito difícil devido ao facto de se desconhecerem as causas pelas quais estes neurónios deixam de funcionar e iniciam um processo degenerativo, pelo que decidiram trabalhar a partir das células estaminais do próprio doente.
 

“Recolhemo-las da medula óssea, limpamo-las e reproduzimo-las em grandes quantidades. Depois, tratamo-las com um processo químico que as transforma em neurónios e injetamo-las na espinha dorsal e nos músculos afetados”, descreveu, sobre a técnica desenvolvida pela sua empresa, que está cotada na bolsa de Nova Iorque.
 

Os resultados que garantem ter conseguido oscilam entre ter travado a doença em alguns doentes e ter conseguido detê-la por completo noutros.
 

A nova técnica abre uma janela de otimismo para milhares de doentes, mas que está ainda em fase preliminar de investigação, necessitando ainda de completar ensaios clínicos em Israel e nos Estados Unidos.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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