Erros com medicação têm de ser reduzidos para metade em 2020

Plano Nacional para a Segurança dos Doentes

12 fevereiro 2015
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A partir de 2020, as unidades do Serviço Nacional de Saúde têm de reduzir para metade o número de casos relacionados com erros de medicação por cada ano, de acordo com o Plano Nacional para a Segurança dos Doentes.
 

De acordo com o documento publicado em Diário da República, este plano tem como objetivo garantir a maior segurança possível dos doentes, evitando incidentes, que na maioria dos casos surgem associados a defeitos organizacionais e não à competência técnica dos profissionais
 

Relativamente à segurança na utilização da medicação, o Plano prevê, para final de 2020, que se reduza em 50% em cada ano, face ao anterior, o número de ocorrências de medicação nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou convencionados, refere a notícia avançada pela agência Lusa.
 

De acordo com o sistema nacional que permite a notificação de incidentes na saúde, 13% do total de casos notificados são incidentes de medicação.
 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 8% e 10% dos doentes internados em cuidados intensivos e 13% dos doentes em ambulatório sejam vítimas de incidentes, devido a práticas pouco seguras na utilização de medicação.
 

As instituições de saúde devem adotar boas práticas na validação e dupla validação de procedimentos relativos a medicamentos. Em relação aos fármacos de alto risco, bem como aos que são semelhantes, quer foneticamente quer de aspeto, devem ser adotadas estratégicas específicas.
 

Está ainda previsto, a partir de 2020, a redução anual de um por cento da taxa de incidentes cirúrgicos inadmissíveis. Nesta área das cirurgias prevê-se que, dentro de seis anos, a lista de verificação de segurança cirúrgica seja usada em 95% das operações. Esta lista permite à equipa cirúrgica validar uma sequência de atividades e desta forma minimizar os riscos de ocorrência de incidentes
 

O plano tem ainda como objetivo reduzir o número de quedas no SNS para metade, a partir de 2020, lembrando o diploma que quase um quarto dos incidentes registados no sistema nacional de notificações está relacionado com quedas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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