Erro médico nas mortes de Lagos

Ministério da Saúde responsabiliza anestesista e director

27 maio 2004
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O Ministério da Saúde concluiu quinta-feira pela responsabilidade da médica anestesista e do director-clínico do Hospital de Lagos na morte de dois pacientes no início de Abril e rejeitou as suspeitas sobre o medicamento utilizado na anestesia.No comunicado, o Ministério da Saúde (MS) indica que o relatório final da Inspecção-Geral (IGS) da Saúde confirma «os elementos e as razões que, no relatório preliminar, fundamentaram a instauração dos processos disciplinares, assim como as medidas cautelares de suspensão preventiva da referida médica anestesista e de encerramento do bloco operatório».A suspensão da médica anestesista foi decidida a 05 de Abril, na sequência da morte de uma mulher de 44 anos e de um homem de 35 por paragem cardio-respiratórioa no bloco cirúrgico do hospital de Lagos, onde se encontravam para efectuar operações simples.Além da suspensão da médica por noventa dias, o MS decidiu abrir um processo disciplinar ao director-clínico da instituição, duas decisões que a tutela entende que se fundamentam perante as conclusões do relatório final da IGS.O MS desvaloriza ainda as suspeitas lançadas pela Ordem dos Médicos ao medicamento utilizado na anestesia - um genérico da substância Propofol -, argumentando que «os elementos existentes no processo apontam unanimemente no sentido de que aqueles produtos não foram os agentes responsáveis, nem contribuíram para as duas mortes ocorridas».Fonte: Lusa

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