Erro humano no caso do Hospital de Lagos?

Médica não é a responsável pelas duas mortes, segundo Ordem dos Médicos

07 abril 2004
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Os especialistas enviados pela Ordem dos Médicos (OM) ao Hospital de Lagos contestam a hipótese de erro humano na morte de dois doentes no bloco operatório daquela unidade, na semana passada. As duas mortes, uma mulher de 44 anos e um homem de 35 anos, ocorreram por paragem cardio-respiratória no Hospital de Lagos, onde se encontravam para realizarem operações simples.O presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, disse à agência Lusa que o medicamento usado em ambas as anestesias é um genérico de Propofol utilizado em vários hospitais e sublinhou a necessidade de «investigar se tem as mesmas características e as mesmas margens de segurança do medicamento original».O medicamento foi alvo de dois alertas do INFARMED, de 2001 e de 2003, mas Pedro Nunes explicou que esses alertas se referem a administração de infusões superiores a 24 horas e não a pequenas intervenções, como foi o caso.O Ministério da Saúde instaurou segunda-feira processos disciplinares ao director clínico do Hospital de Lagos e a uma médica anestesista da mesma unidade na sequência das duas mortes, por recomendação de um relatório preliminar da Inspecção-Geral da Saúde, segundo o qual foram apurados «elementos que podem por em causa a actuação da médica responsável pelos actos anestésicos praticados».Fonte: Lusa

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