Erradicação de VIH em células doentes

Estudo apresentado em conferência internacional na Austrália

24 julho 2014
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Investigadores dinamarqueses foram capazes de erradicar o vírus da sida de células de doentes, tratadas com medicamentos antirretrovirais. O estudo apresentado na  conferência internacional na Austrália representa um passo na longa busca por um fármaco capaz de erradicar definitivamente este vírus.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a experiência foi realizada em seis doentes voluntários e tinha por objetivo desalojar e, posteriormente, erradicar o vírus, uma abordagem que tem sido testada por cientistas a nível internacional.
 

Atualmente, os medicamentos antirretrovirais reduzem a quantidade de vírus presente no sangue a um nível quase indetetável e permite aos doentes viverem quase normalmente. Contudo, estes fármacos são dispendiosos, têm de ser tomados todos os dias e têm efeitos secundários. Na verdade quando o tratamento é interrompido, o vírus recupera dentro de semanas e começa a infetar o sistema imunitário, tornando o doente vulnerável e podendo mesmo levar à morte.
 

Ao longo de três anos, os investigadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, tentaram desalojar o vírus e destruir as células nas quais se refugia quando o doente toma os antirretrovirais.
 

Os investigadores, liderados por Ole Schmltz Sogaard, deram assim um primeiro passo neste processo, em seis doentes tratados com antirretrovirais e com um fármaco oncológico que tem o efeito de aumentar a quantidade de vírus no sangue. Em cinco dos seis pacientes testados, o vírus tornou-se detetável com a medicação.
 

Agora, os investigadores têm ainda de determinar se todos os vírus ocultos foram revelados através deste tratamento.
 

“Mostrámos que podemos ativar o vírus que hiberna e que esse vírus vai para a corrente sanguínea em grande quantidade”, disse Ole Schmltz Sogaard. “É um passo na direção certa, mas o caminho ainda é longo e os obstáculos são muitos antes de podermos evocar uma cura para a sida”, acrescentou.
 

Observado com um microscópio, o vírus “reativado” através deste tratamento deixa um rasto quando se encaminha para o sangue. Os investigadores esperam que este rasto, semelhante às impressões digitais na cena de um crime, possa ser detetado pelas células T, que combatem as infeções. Os investigadores esperam que estas células reconheçam o vírus e destruam as células nas quais se refugia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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