Erradicação da malária exige investimentos e cooperação internacional

Declarações do diretor do programa da malária da OMS

14 dezembro 2015
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A erradicação da malária exige grandes investimentos e cooperação internacional, de acordo com o diretor do Programa da Malária da Organização Mundial de Saúde (OMS).
 
“Eliminar a malária exige investimentos maciços e a cooperação entre países e regiões é necessária se queremos conseguir mais progressos, para desenvolver novos instrumentos de que o mundo necessita para erradicar a doença”, disse Pedro Alonso no Parlamento Europeu.
 
De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o responsável participou num debate sobre “Cobertura de Saúde Universal” na 30.ª assembleia interparlamentar paritária entre os Estados de África, Caribe e Pacífico e a União Europeia, no qual apresentou o relatório anual sobre a malária.
 
O estudo revelou que nos últimos anos se avançou na luta contra a malária, mas também que ainda há muito trabalho para fazer. De acordo com o relatório da OMS, entre 2000 e 2015, os casos de malária reduziram-se 37% a nível mundial e 42% em África e a mortalidade desceu globalmente 60% (66% em África) no mesmo período.
 
No entanto, em 2015, mais de 400.000 pessoas morreram devido a esta doença, tendo sido registados mais de 200 milhões de casos. Este ano, pela primeira vez, não foi registado qualquer caso de malária na Europa. 
 
“O fardo desta doença é carregado por África, mas também aqui houve progressos sem paralelo”, disse Pedro Alonso, referindo que o objetivo da OMS é até 2030 reduzir a incidência e mortalidade da malária em 90% nos países em que é endémica e eliminá-la em 35 países.
 
Para isso é necessário investir, salientou, assinalando que por cada dólar investido na malária se registam benefícios de 14 dólares em geral que sobem para os 16 em África.
 
Pedro Alonso referiu ainda que a maioria de mortes por malária “ocorre nos países mais pobres do mundo”, com uma concentração de 35% das mortes na Nigéria e na República Democrática do Congo em 2015. “A malária é uma demonstração da necessidade de uma cobertura de saúde universal”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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