Equipa portuguesa desenvolve método para avaliar susceptibilidade ao cancro do estômago

Estudo divulgado hoje

20 novembro 2002
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Estratégia descrita por investigadores da Universidade do Porto na "Journal of the National Cancer Institute" aguarda agora ensaios clínicos em grande escala
 

 

Cerca de metade dos cancros de estômago da população portuguesa podem ter na origem uma junção explosiva de certas características genéticas de uma bactéria, a "Helicobacter pylori", e do seu hospedeiro. Uma equipa do
 

Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup), que estuda desde 1998 a relação entre esta bactéria e o cancro do estômago afirma que este modelo, ainda teórico, pode ajudar no futuro a actuar clinicamente para prevenir o aparecimento da doença. Portugal é o país da União Europeia com maior incidência de cancro do estômago.
 

 

A equipa do Ipatimup começou por estudar famílias com um perfil genético muito próprio, que levavam os seus membros a desenvolver cancro do estômago hereditário em 100 por cento dos casos. Sabia-se, graças a estudos de outras equipas internacionais, que a culpa dessa pesada herança se devia a uma mutação ao nível do gene que comandava a produção da proteína caderina-E. Pelo menos em indivíduos da etnia Maori, o povo original da Nova Zelândia. Mas os investigadores do Ipatimup descobriram que também ocorriam em Portugal as características hereditárias do cancro do estômago.
 

 

Depois, os cientistas chegaram à conclusão de que a própria "Helicobacter pylori" (cuja imagem é reproduzida nesta página) pode apresentar uma grande variedade de características genéticas que facilitam o desenvolvimento do cancro. A bactéria troca genes com outras bactérias e, por vezes, adquire uma enorme virulência.
 

 

Mas estas variações genéticas continuavam a encontrar-se apenas em famílias ou grupos restritos. Por isso, continuava a escapar à equipa a explicação para o facto de muitas pessoas não desenvolverem cancro, apesar de terem o perfil genético vulnerável e de estarem infectadas por bactérias que apresentavam mutações genéticas que facilitam o desenvolvimento de tumores.
 

 

Leia tudo no: Público
 

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