Equipa identifica interruptor genético que torna melanoma mais agressivo

Estudo publicado na “Cancer Cell”

15 junho 2012
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Uma equipa de investigadores da University of North Carolina, nos EUA, identificou um interruptor genético chave que determina se o melanoma, o tipo mais grave de cancro da pele, se vai disseminar para o resto do corpo, dá conta um estudo publicado na revista “Cancer Cell”.

 

Estudos anteriores tinham já demonstrado que a inativação do gene LKB1 (ou STK11) tornava células não agressivas de melanoma em células altamente metastáticas. A associação entre a inativação do LKB1 e a metastização do cancro do pulmão já tinha também sido estabelecida.

 

"Embora não saibamos totalmente como a perda de LKB1 promove a metástase em vários tipos de cancro, um efeito importante é que a perda de LKB1 inicia uma reação em cadeia, ativando uma família de proteínas chamadas quinases SRC, que são conhecidas por conduzir a metástase", revelou, em comunicado de imprensa, o investigador Norman Sharpless.

 

É sabido que a perda de LKB1 ocorre em cerca de 30% dos casos de cancro do pulmão e 10% dos melanomas. Estudos atualmente em curso vão determinar se esses tumores deficientes em LKB1 têm um pior prognóstico.

 

De acordo com Sharpless, os dados iniciais sugerem que cancros deficientes em LKB1 são mais propensos a metástases e, portanto, mais suscetíveis de serem incuráveis.

 

O melanoma é a forma mais mortal de cancro da pele, espalhando-se rapidamente para locais do corpo que estão longe da origem do cancro, e mata mais de 8.600 norte-americanos a cada ano.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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