Equação matemática prevê felicidade

Estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”

07 agosto 2014
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Investigadores do Reino Unido desenvolveram uma equação matemática capaz de prever a felicidade. O estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences” sugere que a felicidade do momento reflete não só a forma como a vida está a decorrer como também a expectativa que as pessoas colocam face aos seus objetivos.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade College London, no Reino Unido, investigaram a relação entre felicidade e recompensa, e o processo neuronal que conduz a sentimentos que são centrais à experiência consciente, como é o caso da felicidade.
 

Já se sabia que os eventos quotidianos afetavam a felicidade, mas não se sabia exatamente de que modo as pessoas se sentiriam felizes desde o momento da tomada de decisões até obterem os resultados dessas decisões, algo que a nova equação pode prever.
 

Para o estudo, os investigadores, liderados por Raymond J. Dolan, contaram com a participação de 26 indivíduos que foram convidados a realizar tarefas que envolviam tomadas de decisões. As escolhas dos participantes conduziam a ganhos ou perdas monetárias, tendo os participantes sido repetidamente questionados quanto à sua felicidade do momento. Foi também mediada a atividade neuronal no momento da realização das tarefas. Com base nestes dados os investigadores criaram um modelo computacional no qual a felicidade reportada pelos participantes estava relacionada com as recompensas e expectativas recentes. O modelo foi posteriormente testado em 18.420 indivíduos.
 

Os investigadores esperavam verificar que as recompensas recentes poderiam afetar a felicidade do momento, mas foi com alguma surpresa que constataram que as expectativas criadas têm um papel muito importante na felicidade. Em situações reais, as recompensas associadas a tomadas de decisões, tais como começar um novo emprego ou casar, não são muitas vezes apercebidas durante um longo período. Os resultados sugerem que as expectativas associadas a essas decisões, sejam elas boas e más, podem ter um grande efeito na felicidade.
 

É comum ouvir-se dizer que as pessoas são mais felizes se as suas expetativas forem baixas. “Isto não anda de facto muito longe da verdade, na medida em que as expectativas baixas fazem com que os resultados excedam as expectativas, tendo consequentemente um impacto positivo na felicidade. Contudo, as expectativas também afetam a felicidade mesmo antes de saber os resultado das decisões. No caso de termos, nomeadamente combinado um almoço com um amigo num restaurante favorito, essas expectativas já aumentam a felicidade desde o momento em que o plano é realizado”, explicou o autor principal do estudo, Robb B. Rutledge.
 

Os autores do estudo acreditam que a quantificação matemática dos estados subjetivos pode ajudar a compreender melhor os transtornos de humor, analisando a flutuação dos sentimentos reportados pelo paciente em resposta pequenas vitórias ou derrotas obtidas através de um jogo de smartphone. Uma melhor compreensão de como o humor é determinado por eventos quotidianos e circunstâncias, e como isso é diferente nos indivíduos que sofrem de transtornos de humor, irá conduzir a tratamentos mais eficazes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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