Episcopado francês contra investigação com embriões
26 junho 2001
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O Conselho permanente da conferência dos bispos de França reiterou ontem a oposição da Igreja Católica relativamente à investigação médica com embriões humanos.
 

 

Numa declaração intitulada "O embrião não é uma coisa", os bispos afirmam que ele "é já um ser humano", não sendo por isso "um objecto disponível para o homem".
 

 

Como as pessoas que sofrem de doenças incuráveis, os embriões são um "elo fraco na cadeia humana".
 

 

"Muitos são aqueles que queriam que a característica humana do embrião ou a sua pertença à humanidade não fossem plenamente reconhecidos até um determinado estádio de desenvolvimento", consideram. "Mas não é possível decidir um limite que estabeleça quando o embrião se torna humano e um outro para quando ele não é. Ninguém tem o poder de fixar os limites da humanidade de uma existência singular", dizem.
 

 

Os bispos propõem que se procurem "outras vias de investigação", como as "células-mãe", que podem ser recolhidas em crianças e adultos "sem constituírem um atentado à sua integridade", sublinham.
 

 

O governo francês adoptou na semana passada um projecto de lei sobre bioética que abre caminho para a investigação com embriões, mas que renuncia à clonagem terapêutica.
 

 

Lusa
 

 

 

 

 

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