Epilepsia: modelo computacional pode ser chave do tratamento

Estudo publicado no “PLOS Computational Biology”

16 dezembro 2015
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Um modelo computacional que identifica as partes do cérebro responsáveis pelas crises epiléticas pode ser utilizado para desenvolver procedimentos cirúrgicos personalizados, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Computational Biology”.
 

Neste estudo, os investigadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, utilizaram ressonâncias magnéticas de pacientes com o tipo de epilepsia mais comum, a epilepsia do lobo temporal, e técnicas de modelação computacional para analisar o cérebro como um exemplo de uma rede computacional. Através da estimulação da atividade cerebral nesta rede, os investigadores foram capazes de identificar as regiões mais propensas às convulsões.
 

Os investigadores simularam a cirurgia, através da remoção de seções da rede correspondentes às partes do cérebro mais comumente removidas. O estudo também incluiu simulações em que foram removidas as regiões mais propensas a convulsões. Ao mimetizar as convulsões antes e após a cirurgia, os investigadores constataram que a “cirurgia” específica realizada a cada paciente conduziu a melhorias significativas, comparativamente com os atuais procedimentos clínicos.
 

“Esta investigação poderá ajudar a explicar por que motivo as cirurgias não têm frequentemente sucesso, uma vez que este estudo prevê que as áreas mais comumente removidas na cirurgia nem sempre estão envolvidas no começo e disseminação das convulsões”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Peter Taylor.
 

Na opinião do investigador este estudo poderá conduzir à retificação do problema, uma vez que a identificação, numa base individual, das áreas mais propensas às convulsões tem o potencial de demonstrar quando o procedimento cirúrgico poderá não funcionar para um determinado paciente.
 

Em estudos futuros os investigadores vão comparar as previsões dos resultados computacionais com os resultados das cirurgias e analisar como alvos cirúrgicos podem ser incluídos em futuros tratamentos.
 

“A remoção do tecido cerebral é frequentemente a opção final do tratamento da epilepsia do lobo temporal, mas sabemos que este procedimento nem sempre funciona. Este modelo pode ajudar os cirurgiões a tornar os procedimentos cirúrgicos mais eficazes e ajudar os indivíduos com epilepsia a terem uma vida mais normal”, conclui um dos autores do estudo, Frances Hutchings.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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