Epilepsia e pobreza

Estudo relaciona doença a privação social e económica

20 maio 2003
  |  Partilhar:

A epilepsia e a pobreza têm uma forte ligação, revela um estudo publicado no British Medical Journal. O estudo, do Instituto de Neurologia da University College London, constatou que as pessoas que vivem em lugares mais pobres têm mais propensão a desenvolver a doença do que aquelas de bairros mais ricos.
 

 

As descobertas acrescentam a epilepsia à lista de doenças como o cancro e problemas cardiovasculares, que têm um peso maior em populações mais pobres, escreveu o professor Ley Sander, um dos autores do estudo.
 

 

A doença afecta actualmente cerca de 40 milhões de pessoas em todo o mundo, a qual consiste em interrupções na sinalização eletroquímica do cérebro que dão origem a ataques.
 

 

A equipa liderada por Sander registrou novos casos da doença em 20 clínicas de médicos de família de Londres e no sudeste da Inglaterra, durante um período de 18 a 24 meses.
 

 

Os casos foram classificados de acordo com uma medida de privação social baseada no endereço do paciente. «A incidência de epilepsia parece aumentar com a privação sócio-económica», escreveram os médicos no British Medical Journal.
 

 

As razões para a associação entre a doença e pobreza não estão claras, embora uma série de factores, incluindo uma maior incidência de problemas à nascença, infecções e outros situações de saúde entre as populações menos favorecidas, possam fazer parte da explicação, destaca a equipa.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.