Epilepsia e enxaqueca têm base genética comum

Estudo publicado na revista “Epilepsia”

09 janeiro 2013
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A epilepsia e a enxaqueca têm uma base genética comum. O estudo publicado na revista “Epilepsia” refere que uma história familiar de convulsões pode aumentar o risco de sofrer de enxaqueca com aura.
 

Estudos anteriores já tinham constatado que os indivíduos com epilepsia eram mais suscetíveisdo que a restante população de sofrerem de enxaquecas. Contudo, era não era claro se a coexistência destas duas doenças era causada por genes partilhados.
 

Neste estudo, os investigadores Columbia University Medical Center, nos EUA, recolheram dados de indivíduos que tinham participado no “Epilepsy Phenome/Genome Project (EPGP)”- um estudo genético que inclui pacientes com epilepsia e as suas famílias.
 

Após terem analisado cerca de 730 pacientes com epilepsia, os investigadores constataram que a prevalência de enxaqueca com aura era significativamente maior quando existiam vários indivíduos dentro da mesma família com problemas de convulsões. Foi verificado que, em comparação com os indivíduos que tinham poucos familiares com problemas de convulsões, aqueles que tinham três ou mais familiares chegados com estes problemas apresentavam um risco duas vezes maior de ter enxaquecas com aura. Assim, quanto maior é o efeito genético da epilepsia numa família, maior é a taxa de enxaqueca com aura. De acordo com os autores do estudo, estes resultados mostram que a epilepsia e a enxaqueca são causadas por um ou mais genes comuns.
 

A identificação das contribuições genéticas entre a epilepsia e outras doenças, como a enxaqueca, tem implicações para os pacientes que sofrem de epilepsia. Estudos anteriores já tinham revelado que a coexistência deste tipo de condições tinha impacto na qualidade de vida, sucesso de tratamento e mortalidade dos pacientes epiléticos.
 

“O nosso estudo demonstra que há uma forte base genética entre a enxaqueca e a epilepsia, uma vez que a taxa de enxaqueca está apenas aumentada nos indivíduos que têm familiares chegados com epilepsia e só quando três ou mais membros das famílias estão afetadas”, conclui a líder do estudo, Melodie Winawer.
 

A investigadora refere ainda que, a análise genética da coexistência da epilepsia e de outras doenças poderá ajudar a melhorar o diagnóstico e tratamento destas doenças bem como melhorar a qualidade de vida dos indivíduos com epilepsia.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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