Epidemia de gripe à espreita

Pneumologistas temem cenário catastrófico

23 março 2004
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 A probabilidade de o mundo enfrentar proximamente uma epidemia gripal de contornos catastróficos foi uma das conclusões do 11º congresso de Pneumologia do Norte, que se realizou este fim-de-semana no Porto. «Apesar de se ter contido a pneumonia atípica, em 2003, e a gripe das aves, este ano, fica a consciência de que a todo o momento aparecerá uma nova epidemia, que pode ser verdadeiramente catastrófica», disse o director do Serviço de Pneumologia do Hospital São João, Porto, que presidiu ao encontro. Agostinho Marques lembrou os ciclos de vírus gripais arrasadores desde 1918, «altura em que a Pneumónica matou milhões», e acrescentou que esse poderia ter sido o caso da gripe das aves. «Em trinta e tal pessoas atingidas, a gripe das aves matou 23, porque a propagação só era possível de ave para homem. Se tivesse capacidade de propagação homem-homem apagava metade da população do mundo», extrapolou. «Basta que apareça um novo vírus capaz de romper a barreira de contenção e este espalhar-se-á de forma dramática», insistiu. Uma ameaça sempre presente porque a classe médica e científica não consegue prever quando surgirá um novo vírus epidémico. Durante o terceiro e último dia do congresso, este foi um dos temas em debate. Estiveram presentes especialistas espanhóis que explicaram a estratégia que o país vizinho utilizou no ano passado para combater a pneumonia atípica. Fonte: Lusa

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