Epidemia de cólera mata em Moçambique

Situação pode piorar devido às cheias

28 janeiro 2003
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Uma epidemia de cólera já matou 12 pessoas e infectou centenas de outras no norte de Moçambique, onde as cheias que destruíram milhares de casas estão a aumentando a propagação da doença, informaram as autoridades da área de saúde.
 

 

Virginia Saldanha, chefe do departamento de saúde da província de Sofala, disse à Reuters que 402 casos foram registrados nas últimas três semanas, mas todos as mortes ocorreram nos últimos sete dias.
 

 

A cólera é apenas uma das muitas doenças a atingir o empobrecido país no sul da África, que na semana passada registrou as primeiras mortes por inanição devido à falta generalizada de comida.
 

 

As cheias causadas pelo ciclone Delfina nas regiões de Nampula e Zambézia destruíram milhares de casas, escolas e centros de saúde, danificaram pontes e estradas e interromperam o fornecimento de energia no norte de Moçambique.
 

 

«Até agora 10 pessoas morreram no distrito de Maringue... Em toda a província, 336 casos foram relatados. A doença está a disseminar-se rapidamente no norte das províncias de
 

Cabo Delgado e Nampula. Duas pessoas morreram de um total de 67 casos relatados», disse a responsável.
 

 

As condições sanitárias precárias e a falta de água limpa ajudam a proliferação rápida da doença. E segundo Saldanha, teme-se o pior. «As vítimas da doença podem aumentar na província se as chuvas continuarem e criarem bases para que a doença se espalhe».
 

 

Equipas médicas viajaram para Sofala, Cabo Delgado e Nampula para tentar resolver os problemas sanitários, informou a agência do governo. Segundo as autoridades governamentais já foi conseguido estabilizar a falta de comida na remota província de Tete, entre as fronteiras de Zâmbia e Zimbábue, onde nove mortes por inanição foram registradas na semana passada.
 

 

Mais de 14 milhões de pessoas em seis países africanos - Moçambique, Zimbábue, Zâmbia, Suazilândia e Lesoto -- enfrentam falta de comida por causa das secas e das cheias que destruíram as plantações em 2001/2002.
 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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