Enzima pode travar Parkinson e Alzheimer

Cientista australiano explica benefícios da descoberta

22 agosto 2002
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Um cientista australiano descobriu uma enzima no cérebro capaz de travar o processo degenerativo desencadeado pela doença de Parkinson, o que representa igualmente esperança para pessoas afectadas por Alzheimer e demência.
 

 

O cientista, o investigador John Power, do Departamento de Fisiologia Humana da Escola de Medicina da Universidade de Flinders, na Austrália do Sul, explicou os benefícios que trará esta descoberta para quem sofre de doenças degenerativas.
 

 

Para chegar às suas conclusões, Power analisou cérebros humanos doados em vida por pacientes com Parkinson, Alzheimer ou outras doenças neurológicas, tendo identificado a presença de grandes quantidades da enzima (glutationa-peroxidase).
 

 

De acordo com a sua pesquisa, esta enzima é produzida em neurónios que contêm corpos de Lewy ("Lewy bodies", agregados de proteínas e lípidos afectados), que crescem dentro das células nervosas e causam um processo conhecido por stress oxidante.
 

 

O stress oxidante gera elementos químicos tóxicos que fazem com que as células mais sensíveis, as que produzem dopamina, cresçam e cheguem a morrer, impedindo que o sistema de controlo motor do cérebro funcione correctamente.
 

 

A chave da resposta
 

 

Mas Power, cuja investigação será publicada no próximo mês na revista especializada "American Journal of Pathology", concluiu que as células afectadas produzem a enzima que desactiva o stress oxidante, e que outras células de apoio, situadas em redor do cérebro e não afectadas pelo processo, produzem igualmente a mesma enzima anti-oxidante.
 

 

Assim sendo, a enzima encontra-se em grandes concentrações junto das lesões, os corpos de Lewy, os causadores destas doenças e que na de Parkinson afectam a mobilidade, enquanto que na demência e na de Alzheimer prejudicam a memória.
 

 

"A produção das enzimas é uma reposta das células afectadas que se tentam proteger da doença que as ataca, é o corpo do próprio doente que activa as enzimas para que estas, por sua vez, desactivem o stress oxidante", explicou Power.
 

 

"Se encontrarmos a forma de activar a enzima (substância orgânica, produzida por células vivas, que actua como catalisador em certas transformações químicas) no momento em que seja detectada a presença da doença conseguiremos evitar o avanço do processo degenerativo, que é o que, afinal, causa a morte do paciente".
 

 

Fonte: Lusa
 

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