Enzima destrói bactéria do carbúnculo

Novos antibióticos poderão cortar "Bacillus anthracis" em segundos

21 agosto 2002
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Cientistas norte-americanos pensam ter dado o primeiro passo para a criação de novos antibióticos a que as bactérias não consigam resistir.
 

 

Investigadores da Universidade Rockefeller (Estados Unidos) acreditam ter encontrado um agente eficaz no combate ao "Bacillus anthracis", a bactéria responsável pela doença do carbúnculo. O seu nome é PlyG e é uma enzima presente num tipo específico de bacteriófagos, vírus que infectam e destroem naturalmente as bactérias. Além de destruir as bactérias de carbúnculo numa questão de segundos, o PlyG parece ter também a capacidade de detectar a presença dos seus esporos, ou seja, as cápsulas muito resistentes no interior das quais o vírus permanece adormecido, num estado latente, para entrar em acção apenas quando encontram um novo hóspede para infectar.
 

 

A descoberta, publicada na edição de hoje da revista "Nature", é o culminar de uma investigação de quatro anos, mas não podia ser mais oportuna. A ameaça do bioterrorismo depois dos ataques de 11 de Setembro em Nova Iorque levou as autoridades norte-americanas a pressionar os cientistas no sentido de descobrirem novas formas de combate a bactérias resistentes aos antibióticos. A equipa de Rockefeller já usava há vários anos as enzimas dos bacteriófagos para destruir bactérias em tubos de ensaio, mas só agora decidiu explorar melhor o seu potencial médico.
 

 

Veja mais em: Diário de Notícias
 

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