Enxaquecas nos jovens desaparecem com o tempo

Estudo refere como muitos adolescentes se livram das dores de cabeça

05 setembro 2004
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Um grande número de jovens sofre de enxaquecas. As causas fisiológicas fundamentais da origem são as contracções dos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, sendo uma das causas mais frequentes os medos que são alimentados desde a infância.
 

 

No entanto, outras causas também estão na origem da doença que pode tornar a vida incapacitante.
 

 

 

Segundo um estudo italiano, entre 19 e 45 por cento dos adolescentes que sofrem de enxaqueca «livram-se» das dores de cabeça à medida que envelhecem.
 

 

 

As enxaquecas caracterizam-se por dor intensa e pulsante, sensibilidade à luz e às vezes náusea e vómitos. O processo básico das dores de cabeça não é totalmente conhecido, mas os investigadores acreditam que envolva algumas alterações nos vasos sanguíneos do cérebro.
 

 

 

«Esse é o primeiro estudo publicado de acompanhamento a longo prazo de enxaqueca numa população seleccionada entre 16 e 19 anos», disse o principal autor do estudo, Rosolino Camarda, da Universidade de Palermo.
 

 

 

No estudo, a equipa acompanhou um grupo de 64 adolescentes diagnosticados com dores de cabeça ao longo de cinco anos. As descobertas foram publicadas na revista Headache.
 

 

 

Os investigadores verificaram que havia uma alta taxa de persistência – cerca de 56 por cento – para jovens com enxaqueca com aura. As auras são certas sensações, como um cheiro ou flashes de luz, que anunciam uma enxaqueca iminente. Mas quase 19 por cento dos adolescentes com esse tipo de enxaqueca pararam de ter dores de cabeça com o tempo. O restante continuou a sofrer com dores de cabeça, mas não as consideradas enxaqueca.
 

 

 

E aqueles que originalmente tinham sintomas semelhantes à enxaqueca ou dores de cabeça que não eram consideradas enxaquecas estavam muito menos propensos a apresentar sintomas persistentes ao longo do tempo. Apenas 11 a 14 por cento desses jovens continuaram a ter dores de cabeça ou tiveram dores de cabeça do tipo enxaqueca. Em geral, 36 a 45 por cento desses adolescentes não tiveram mais problemas, de acordo com o estudo.
 

 

 

O estudo, segundo os cientistas, confirmou as observações anteriores em relação à tendência da enxaqueca de diminuir ou melhorar num grande número de casos, quando os adolescentes atingem a idade adulta. «Os dados indicam que a enxaqueca com aura e o distúrbio de enxaqueca de início na adolescência podem mudar ao longo do tempo, geralmente com um prognóstico favorável.»
 

 

 

Em Portugal, os resultados do primeiro estudo sobre Epidemiologia da Enxaqueca refere que a maioria dos doentes são do sexo feminino (83 por cento), sendo 17 por cento do sexo masculino e têm entre 25 e 60 anos.
 

 

 

O estudo foi desenvolvido em 35 centros de saúde, de norte a sul do país, por uma equipa de 65 clínicos gerais, e a investigação permitiu o diagnóstico a mais de 18 mil utentes.
 

 

 

Traduzido e adaptado por:
 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet

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