Enxaqueca tem novo factor de risco genético

Estudo publicado na “Nature Genetics”

02 setembro 2010
  |  Partilhar:

Uma equipa de investigação internacional identificou pela primeira vez, um factor de risco genético associado com os tipos mais comuns de enxaqueca, dá conta um estudo publicado na “Nature Genetics”.

 

Para este estudo, liderado pelo Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, os investigadores analisaram os dados genéticos de mais de 50 mil indivíduos oriundos da Finlândia, Alemanha e Países Baixos. A equipa descobriu que os indivíduos que têm uma variante genética específica do cromossoma 8, entre dois genes - PGCP e MTDH/AEG-1, têm um maior risco de sofrer de enxaqueca.

 

Os investigadores também descobriram uma possível causa para esta associação. A variante genética identificada parece alterar a actividade do MTDH/AEG-1 nas células, o qual regula a actividade do gene EAAT2 que, por sua vez, codifica para uma proteína responsável pela eliminação do glutamato nas sinapses no cérebro. Os resultados sugerem que a acumulação de glutamato, um neurotransmissor que estabelece a comunicação entre as células nervosas do cérebro, nas sinapses no cérebro pode ter um papel importante no aparecimento das enxaquecas.

 

Desta forma, os autores do estudo acreditam que a prevenção da acumulação do glutamato nas sinapses pode ser promissor para o desenvolvimento de novas terapêuticas.

 

Apesar de estudos anteriores já terem descrito mutações genéticas associadas com os tipos raros de enxaqueca, esta foi a primeira vez que se identificou uma variante genética associada com o tipo mais comum desta condição que afecta uma em cada 6 mulheres e um em cada 12 homens.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.