Enxaqueca nas crianças: novo tratamento rápido e eficaz

Estudo apresentado no Encontro Científico Anual da Sociedade de Radiologia Interventiva, EUA

08 março 2017
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Uma equipa de investigadores conduziu um novo estudo que sugere que um tratamento de radiologia interventiva é eficaz e seguro no tratamento da enxaqueca em crianças e adolescentes.
 
O tratamento denominado bloqueio do gânglio esfenopalatino consiste na administração de anestesia num pequeno aglomerado de nervos, localizados na parte anterior do nariz, os quais se pensa estarem associados à enxaqueca.
 
Durante o procedimento é inserido um cateter pequeno e flexível em cada narina, o qual é usado para desativar o gânglio esfenopalatino durante um breve período de tempo. O bloqueio do gânglio esfenopalatino atua de imediato, é seguro e apresenta benefícios de longa duração.
 
O tratamento foi efetuado pela equipa de investigadores 310 vezes em 200 crianças, com idades compreendidas entre os 7 e os 18 anos no Hospital Pediátrico de Phoenix, EUA, entre fevereiro e novembro de 2015. Esta terapia minimamente invasiva durou, no total, cerca de 10 minutos.
 
Os níveis de dor das crianças foram registados numa escala de 1 a 10. O nível de dor dos pacientes foi reavaliado após a intervenção, através da mesma escala. De forma geral, a pontuação desceu mais de dois pontos na escala de 10 pontos, uma descida muito significativa do ponto de vista estatístico, segundo os investigadores.
 
Esta pequena interrupção no gânglio esfenopalatino restabelece o circuito da dor de cabeça e quebra o ciclo das dores de cabeça intensas. O tratamento funciona quase de imediato e os efeitos benéficos podem durar meses.
 
“Ao reduzir a necessidade de medicação que acarreta sérios efeitos secundários ou tratamentos intravenosos que podem requerer internamento hospitalar, as crianças não têm que faltar tanto à escola e podem mais rapidamente voltar a ser miúdos”, explicou Robin Kaye, coautor do estudo e diretor da secção de radiologia interventiva no Departamento de Imagiologia do hospital. 
 
É de referir que o bloqueio no gânglio esfenopalatino só pode ser administrado em crianças a quem tenha sido diagnosticada enxaqueca severa e que não tenham respondido ao tratamento de primeira linha. O tratamento poderá ser repetido se a enxaqueca voltar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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