Enxaqueca: descobertas causas genéticas

Estudo publicado na “Nature Genetics”

27 junho 2013
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Uma equipa internacional de investigadores identificou algumas regiões genéticas associadas ao início e suscetibilidade do aparecimento das enxaquecas. O estudo publicado na revista “Nature Genetics” abre assim portas para a compreensão da causa e dos fatores biológicos que desencadeiam os episódios desta doença.
 

A enxaqueca é uma doença que afeta cerca de 14% dos adultos, tendo sido recentemente considerada pelo Global Burden of Disease Survey 2010 como a doença neurológica que está associada a custos mais elevados. De acordo com os especialistas, esta doença é difícil de estudar, uma vez que não foram identificados, até à data, biomarcadores entre ou durante os episódios de enxaqueca.
 

Neste estudo, os investigadores decidiram comparar os resultados de 29 estudos genéticos, os quais incluíram mais de 100.000 amostras de pacientes com e sem enxaqueca. Foram desta forma identificadas 12 regiões genéticas associadas à suscetibilidade da enxaqueca. Oito destas regiões encontram-se perto de genes que estão envolvidos no controlo dos circuitos cerebrais e duas das regiões estão associadas a genes que são responsáveis pela manutenção do tecido cerebral saudável.
 

Os investigadores revelaram que algumas das regiões de suscetibilidade se encontram perto de genes que são sensíveis ao stress oxidativo, um processo bioquímico que resulta na disfunção celular. Os especialistas acreditam que os genes localizados nestas regiões estão relacionados e podem afetar a regulação das células no cérebro, o que resulta no aparecimento dos sintomas da enxaqueca.
 

“Não teríamos conseguido realizar estas descobertas através de estudos de pequena escala. O estudo de mais de 100.000 amostras permitiu-nos identificar e estudar os genes possivelmente envolvidos na doença”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Gisela Terwindt, da Leiden University Medical Centre, no Reino Unido.
 

De acordo com um outro autor do estudo Aarno Palotie do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, este estudo representa de facto um grande avanço no que diz respeito aos processos biológicos responsáveis por esta condição debilitante.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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