Envelhecimento das células estaminais associado a maior prevalência de doenças nos idosos

Estudo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”

05 dezembro 2011
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O envelhecimento das células estaminais pode explicar a maior prevalência de leucemia ou de infecções nos idosos, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

 

Neste estudo, os investigadores da Stanford University School of Medicine, nos EUA, começaram por perceber como as células estaminais hematopoiéticas, que dão origem a todos os tipos de células do sangue, envelheciam. Assim, os investigadores obtiveram células estaminais hematopoiéticas de 15 idosos saudáveis, com mais de 65 anos, e de 28 indivíduos jovens saudáveis, com idades entre os 20 e os 35 anos, tendo comparado a sua prevalência, distribuição e o seu ciclo celular.

 

Os autores do estudo liderados por Wendy Pang verificaram que as pessoas idosas tinham, em proporção, um maior número de células estaminais hematopoiéticas e que estas também se dividiam mais activamente do que as células dos indivíduos mais jovens. Contudo, este maior número e proliferação não se traduzia numa maior eficácia, pois as células estaminais hematopoiéticas parecem não ser bem sucedidas a manter as exigências da vida quotidiana.

 

Após terem purificado as células, foi verificado que as células estaminais hematopoiéticas dos idosos tinham uma menor capacidade de se diferenciarem em linfócitos B - células responsáveis por desenvolver uma resposta imune às infecções por vírus ou bactérias – e uma maior probabilidade de se converterem noutro tipo de leucócitos, as células mielóides.

 

Por último, após terem analisado o perfil de expressão genética constataram que as células estaminais hematopoiéticas dos idosos expressavam, em comparação com as células dos mais jovens, maiores níveis de genes associados com o envelhecimento do ciclo celular, da proliferação e do desenvolvimento, assim como genes associados com a reparação do ADN e morte celular. Estes níveis mais elevados de genes sugerem que as células estão menos propensas a esperar que o sangue se renove ou que as células do sistema imune sejam necessárias e entrem pelo contrário num ciclo celular inapropriado.

 

Os investigadores sugerem que as células estaminais hematopoiéticas definham com o envelhecimento, o que pode por vezes conduzir a respostas imunes inadequadas, mas também a um crescimento inapropriado e ao aparecimento de certos tipos de cancros do sangue, como a leucemia aguda mielóide.

 

Wendy Pang revelou num comunicado enviado à imprensa que “estes resultados poderão servir como ponto de partida para futuros estudos sobre doenças associadas à idade, como a síndrome de dispalsia mieloide, anemia e leucemia.”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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