Engravidar: O segredo está em praticar muito sexo
07 fevereiro 2002
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Para quem quer engravidar depressa quanto mais sexo melhor. Esta é a principal conclusão de um estudo australiano publicado na revista «New Scientist».
 

 

Aumentar intensamente a actividade sexual não só ajuda a elevar a probabilidade de ficar grávida, mas também ajuda a prevenir problemas que podem provocar abortos ou ao nascimento do bebé sem vida.
 

 

"De acordo com biólogos especialistas em reprodução da Universidade de Adelaide, na Austrália do Sul, longe de ser um exercício trivial, muito sexo, mesmo durante todo o ano anterior à concepção, ajuda a prevenir muitas doenças”, aponta o artigo da «New Scientist».
 

 

 

Uma questão de hábito
 

 

À luz das explicações dos biólogos, praticar sexo frequentemente, até mesmo sexo oral, com o futuro pai da criança aumenta a relação com o sistema de defesa da mãe e, por tal, diminui a probabilidade de rejeição do feto.
 

 

Tudo porque, explicam os cientistas, quanto mais acostumado o sistema imunitário da mulher estiver com o sémen do marido, menor é a probabilidade do organismo feminino rejeitar o feto, que contém proteínas estranhas do pai.
 

 

A rejeição imediata do óvulo fertilizado pode causar infertilidade ou, se o sistema de defesa actuar mais lentamente, podem ocorrer abortos. A equipa australiana também sugere que a rejeição pode levar à pré-eclampsia, uma condição potencialmente fatal capaz de causar pressão sanguínea alta e convulsões nas mulheres.
 

 

Para os investigadores, esta teoria ainda não é precisa. "Observamos pacientes que sofreram dois abortos, mas que depois conseguiram superar o período de aborto e têm pré-eclampsia, ou a placenta descola-se e têm um nadomorto de 24 semanas", apontou Gustaaf Dekker, membro da equipa de investigação.
 

 

A placenta estabelece a comunicação entre a mãe e o feto, fornecendo oxigénio e nutrientes. O sémen, por seu lado, contém proteínas estranhas, que faz disparar o estado de alerta do sistema de defesa da mulher. Até pode parecer que o organismo da mulher impede, de modo sistemático e voluntário, a gravidez.
 

 

Mas, na verdade, não é bem assim. Segundo os investigadores, o corpo feminino também possui componentes que promovem a aceitação do sémen. Por isso, mesmo com as dificuldades inerentes à reprodução natural, Dekker avisa que "se houver exposição repetida a esse sinal, eventualmente, quando a mulher conceber, as células (imunes) vão dizer: conhecemos este tipo, tem andado por aqui há algum tempo, vamos permitir que a gravidez prossiga.”
 

 

Paula Pedro Martins
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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