Enfermeiros espanhóis abandonam Portugal

Dados da Ordem dos Enfermeiros

22 setembro 2009
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A Ordem dos Enfermeiros (OE) registou uma diminuição de profissionais estrangeiros inscritos: de 2.135, em 2007, passou para 2.037 em 2008.

 

O total de profissionais registados na Ordem dos Enfermeiros é de 56.859 e o número de estrangeiros inscritos representa, actualmente, 3,5% daquele total, segundo dados revelados pelo jornal “Diário de Notícias”.

 

Refere o mesmo jornal que a descida do número de profissionais estrangeiros se deve, sobretudo, ao regresso dos enfermeiros espanhóis ao seu país: eles passaram de 1.362 para 1.232.

 

Contudo, os espanhóis ainda constituem o maior número de enfermeiros estrangeiros a trabalhar em Portugal. Na lista de profissionais estrangeiros, seguem-se os brasileiros (com 211), os angolanos (com 74) e os franceses (com 71).

 

No total, há profissionais de 42 nacionalidades inscritos na OE e a grande maioria dos imigrados são mulheres (76%).

 

Adianta ainda o mesmo jornal que o desemprego que afecta a classe tem conduzido a uma forte emigração dos enfermeiros portugueses, sobretudo para Espanha e Reino Unido.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

Enfermeiros espanhóis abandonam Portugal

E fazem muito bem. Se as condições e salários são melhores em Espanha. Os enfermeiros imigrados em Portugal, licenciados em emfermagem, com especializações e anos de profissão, nomeadamente da Ucrânia e da Rússia, estão a trabalhar na limpeza e na construção civil, devido à mesquinhez da Ordem dos Enfermeiros em Portugal. O mesmo se passa com os médicos e especialistas dos mesmos países. O corporativismo é muito forte e as Ordens Profissionais tudo fazem para evitar a concorrência destes profissionais altamente especializados. São de tal maneira arrogantes que nem respondem às cartas que estes profissionais enviam às referidas Ordens. Num caso concreto a médica escreveu 3 vezes para a Ordem dos Médicos do Porto, já lá vão mais de 12 meses, sem resposta. É uma falta de respeito e no mínimo decência. O que tem acontecido com os médicos imigrantes em Portugal é que estes têm emigrado de Portugal para o Reino Unido e lá têm sido ajudados pela BMA - British Medical Association, a verem as suas qualificações reconhecidas, entrando na profissão através de um ano de estágio prático, para se poderem integrar e aperfeiçoarem a língua inglesa, e muitos já estão a trabalhar com salários dignos. Em Portugal os médicos imigrados que conseguiram o milagre em ver as suas qualificações reconhecidas, estão a trabalhar que nem escravos, horas e horas extras a fio, sendo discriminados no vencimento e nas condições pelos serviços públicos portugueses e colegas. É por causa desta mentalidade mesquinha que Portugal não evolue, sendo considerado, ainda hoje, nas estatísticas da União Europeia, como um país "voltado para si mesmo", fechado e atrasado. POrtugal está considerado como o país mais atrasado na zona euro.
As Ordens dos médicos e enfermeiros em Portugal muito contribuem para essas estatísticas.

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