Enfermeiros do Centro alertam para atropelos à segurança dos doentes

Comunicado da Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros

18 setembro 2015
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A Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Enfermeiros (OE) alertou, em comunicado, para a “fase de atropelos à qualidade e segurança” dos doentes que se vive em Portugal.
 
No comunicado enviado à agência Lusa, e que antecipa a entrega de cédula profissional a 685 novos enfermeiros de vários distritos do Centro do país, a SRC considera que “têm sido poucas ou nulas as medidas governamentais para mudar esta realidade”. Isto “apesar dos grandes esforços e constantes alertas da Ordem dos Enfermeiros para o risco da saúde da população e a deterioração social, com desigualdades cada vez mais evidentes”, revela a presidente desta estrutura, Isabel Oliveira, em declarações à Lusa.
 
A enfermeira, para além das dotações inseguras, relembra ainda as "condições de trabalho indignas para os enfermeiros", a falta de reconhecimento remuneratório pela especificidade, risco e penosidade da profissão, que levam a maioria a emigrar.
 
Contudo, realça que "mais grave é a falta de acesso a cuidados de enfermagem, a falta de segurança e qualidade a que a população tem direito".
 
Para a presidente da SRC, além da insuficiente dotação de enfermeiros nos serviços de saúde, assiste-se atualmente "à privação da prestação de cuidados de saúde de qualidade e seguros em outros contextos igualmente relevantes para a sociedade", designadamente nos lares e unidades de cuidados continuados integrados.
 
De acordo com Isabel Oliveira, "não existe legislação que verdadeiramente acautele a segurança dos doentes integrados neste tipo de instituições".
 
"Lamentavelmente, o aspeto financeiro continua da ditar as regras de funcionamento de lares e dessas unidades", sublinhou.
 
Para a dirigente, "o mais preocupante nesta situação são os efeitos danosos que a falta de cuidados de saúde acarreta, como a recorrência a serviços de urgência com maior frequência, o aumento das agudizações de situações crónicas, o aumento da incidência de úlceras de pressão, o aumento dos tempos de internamento, que são pagos diretamente pelos doentes e suas famílias".
 
A presidente do Conselho Diretivo Regional da SRC considera "urgente a intervenção e legislação que acautele interesses de utentes e suas famílias nos lares e unidades de cuidados continuados integrados".
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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