Enfartes: INEM é mais rápido e eficaz

Declarações de um especialista em cardiologia de intervenção

26 novembro 2012
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A resposta do INEM aos pedidos de enfartes “melhorou significativamente” no último ano, tanto ao nível do atendimento aos doentes, como do encaminhamento para os hospitais adequados, revelou um especialista em cardiologia de intervenção.
 

Um ano depois do arranque do projeto europeu denominado Stent For Life em Portugal, o responsável pela iniciativa, Helder Pereira, revelou à agência Lusa, sobretudo as “alterações espetaculares” ao nível da relação com o INEM.
 

Um dos grandes problemas era o facto de os doentes não chamarem o INEM quando se davam conta dos sintomas de um enfarte, optando por se dirigir pelos seus próprios meios para o hospital, que muitas vezes não era o adequado, por não dispor de meios para efetuar angioplastias.
 

Estes doentes para além do tempo que perdiam a deslocarem-se sozinhos para o hospital, ainda perdiam mais minutos, cruciais nesta doença, a deslocarem-se posteriormente para o hospital indicado.
 

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa de Cardiologia de Intervenção (APCI), o número de doentes que chamam o 112 e são transportados pelo INEM quase duplicou num ano, passando de 38% para 69%.
 

Adicionalmente, o INEM passou a fazer a comunicação direta com os centros de cardiologia e transmitem de imediato o eletrocardiograma do doente para esse centro, para que quando este chegue ao hospital seja logo encaminhado para fazer a intervenção, estando já tudo pronto à sua espera.
 

Helder Pereira referiu ainda que outro aspeto que melhorou foi o transporte entre hospitais, que passou a ser feito pelo INEM.
 

Os indicadores relativos ao número de doentes que se dirigiam para os hospitais sem angioplastia também melhoraram, passando de 62% para 47%. Isto acontece em parte porque as pessoas estão “mais alertas”, o que também é visível no aumento do número de doentes que contactam logo o 112, que passou de 33% para 38%, bem como na diminuição da mediana de tempo entre o início dos sintomas e o primeiro contacto, que passou de 118 para 102 minutos.
 

“Parece uma melhoria pequena, mas em situações de enfarte os minutos contam muito”, conclui.
 

Portugal é um dos países da União Europeia onde a taxa de morte por enfarte do miocárdio é maior. Num enfarte agudo do miocárdio cada minuto conta e por cada meia hora que se perde a mortalidade relativa hospitalar aumenta 10%.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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