Enfarte agudo do miocárdio: como evitar o próximo?

Normas publicadas no “Journal of Preventive Cardiology”

09 setembro 2016
  |  Partilhar:

Deixar de fumar, realizar atividade física com frequência, adotar uma dieta saudável e tomar a mediação prescrita para proteger as artérias coronárias e controlar fatores de risco, como a pressão arterial elevada e níveis de colesterol, são as normas definidas pela Sociedade Europeia de Cardiologia para a prevenção de um segundo enfarte agudo do miocárdio, as quais foram publicadas no “Journal of Preventive Cardiology”.
 

Massimo F. Piepoli, o líder do estudo, refere que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, sendo responsáveis por uma em cinco mortes na Europa. A grande consequência das doenças cardiovasculares é o enfarte agudo do miocárdio.
 

O investigador adiantou que uma em cada cinco pessoas que sobrevive a um enfarte agudo do miocárdio tem um segundo evento cardiovascular no primeiro ano, mesmo recebendo tratamento. Um estilo de vida saudável para o coração é a forma mais eficaz de evitar um segundo enfarte, o qual deve ser conjugado com um bom tratamento e acompanhamento médico.
 

Deixar de fumar também tem um grande efeito na prevenção do enfarte agudo do miocárdio. Esta medida, conjuntamente com a prática de exercício e uma alimentação saudável, pode evitar cerca de 80% dos enfartes agudos do miocárdio.
 

Contudo, segundo dados da Sociedade Europeia de Cardiologia, após um enfarte agudo do miocárdio, 16% dos pacientes ainda fuma, 38% são obesos e 60% realizam pouco ou nenhuma atividade física. Apenas metade dos pacientes participa em programas de reabilitação cardíaca e 80% destes comparece.
 

Com base nestes dados, Massimo F. Piepoli refere que, apesar de o enfarte agudo do miocárdio ser uma experiência bastante desagradável, muitos pacientes não ficam motivados para adotar um estilo de vida saudável de forma a evitar um segundo evento. Adicionalmente, mais de metade dos pacientes que sofreu um enfarte agudo do miocárdio deixa de tomar fármacos preventivos.
 

O investigador refere que há uma crença exagerada no que diz respeito ao que os cuidados médicos podem fornecer e os pacientes sentem que não têm de fazer nada. O desafio está em convencer os pacientes de que a forma mais eficaz de prevenir um novo enfarte agudo do miocárdio é através da responsabilização da sua própria saúde.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.