Enfarte agudo do miocárdio: alguns analgésicos podem ser prejudiciais

Estudo publicado na revista “Circulation”

14 setembro 2012
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Os indivíduos que sobreviveram a um enfarte agudo do miocárdio devem ter cuidado com a toma de um tipo de analgésicos, os anti-inflamatórios não esteroides, pois estes podem aumentar o risco de um segundo enfarte agudo do miocárdio ou até a morte, dá conta um estudo publicado na revista “Circulation”.


Os fármacos anti-inflamatórios não esteroides incluem fármacos como o ibuprofeno e naproxeno e outros habitualmente utilizados no tratamento da dor.


Neste estudo, os investigadores do Hospital Gentofte, da Universidade de Copenhaga, na Dinamarca, contaram com a participação de 100 mil indivíduos com 30 ou mais anos, que sofreram o seu primeiro enfarte agudo do miocárdio entre 1997 e 2009.


Os investigadores verificaram, através dos registos clínicos, que 44% dos pacientes tinham pelo menos recebido uma prescrição de anti-inflamatórios não esteroides. Posteriormente foram analisados os dados relativos ao número de mortes e o papel de outros fatores subsequentes que afetam o risco de morte ou de enfartes agudos do miocárdio.


Após esta análise, o estudo apurou que a prescrição deste tipo de analgésicos estava associada a um risco 59% e 63% maior de morte por qualquer causa, um ou cinco anos após a ocorrência do primeiro enfarte agudo do miocárdio, respetivamente.


Os investigadores também observaram que o risco de um segundo enfarte agudo do miocárdio ou de morte devido a doença coronária era 30% e 41% maior após um ou cinco anos, respetivamente.


Estes resultados apoiam outros estudos que sugerem que não há nenhuma janela segura para a toma de anti-inflamatórios não esteroides para os pacientes que sofreram um enfarte agudo do miocárdio, sendo isto aplicado vários anos após este evento, defende a líder do estudo, Anne-Marie Schjerning Olsen.


Em 2007, a American Heart Association aconselhou os médicos a ponderarem os riscos e os benefícios da prescrição de anti-inflamatórios não esteroides para os indivíduos com doenças cardiovasculares ou para aqueles que estejam em risco de desenvolver estas doenças.


Na opinião de Anne-Marie Schjerning Olsen a utilização de anti-inflamatórios não esteroides deve ser questionada assim como a sua fácil disponibilização.


ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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