Endurecimento das artérias associado a placas no cérebro em idosos

Estudo publicado na revista “Neurology”

21 outubro 2013
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Um estudo recente indica que o endurecimento das artérias em pessoas mais velhas traz mais riscos de acumularem placas beta-amilóides no cérebro, que é um indicador da doença de Alzheimer.
 

Conduzido pela Universidade de Pittsburgh, nos EUA, o estudo teve por base a participação de 91 pessoas com uma média de idades de 87 anos e que não padeciam de demência, cujos cérebros foram submetidos a ressonância magnética.
 

A equipa de investigadores analisou os cérebros dos participantes relativamente à presença de placas e o endurecimento das artérias dos mesmos foi verificado dois anos mais tarde. Cerca de metade  dos participantes apresentava placas beta-amilóides. Estes participantes apresentavam também pressão arterial sistólica elevada e uma alta pressão arterial em geral, comparativamente aos que não apresentavam placas.
 

O índice tornozelo-braquial (ITB), um teste que avalia a insuficiência arterial nos membros, revelou que os participantes que tinham placa beta-amilóide apresentavam mais endurecimento das artérias. Por cada aumento no endurecimento arterial no ITB, os participantes apresentavam uma hipótese duplamente maior de terem placas no cérebro.
 

As placas de beta-amilóide formam-se nos espaços entre os neurónios no cérebro, quando se acumulam aglomerados de proteína beta-amilóide. Á medida que se vai envelhecendo, este processo torna-se mais comum. Os doentes de Alzheimer possuem maiores quantidades destas placas em certas regiões do cérebro, em relação a quem não padece desta doença.
 

Timothy M. Hughes, da Universidade de Pittsburgh, afirma que “as artérias endurecidas fazem aumentar a possibilidade de doença na substância branca e de depósitos de placa beta-amilóide no cérebro”. No entanto, considera que são necessários mais estudos para perceber se estes depósitos causam ou resultam da demência.
 

No entanto, “estúdos como este sugerem que os depósitos de amilóide no cérebro podem também ser um fenómeno relacionado com a idade nos adultos mais velhos e que fatores de risco modificáveis, como a hipertensão e endurecimento arterial, poderão desempenhar um papel importante”, continua.
 

M. Hugues explica que as nossas artérias endurecem à medida que envelhecemos e que a hipertensão arterial acelera este fenómeno. No entanto, a melhor forma para reduzir este fenómeno é atuar sabre fatores como a obesidade e a resistência à insulina, através do exercício físico e da perda de peso.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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