Endoscopia digestiva: As novas armas que salvam vidas

Coimbra acolhe reunião nacional

02 abril 2003
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A IV reunião nacional de endoscopia digestiva vai ter lugar entre hoje e amanhã no auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra, onde também decorrerá o segundo curso de endoscopia digestiva.
 

 

A Endoscopia Digestiva é um método essencial para o diagnóstico das doenças do aparelho digestivo e dos tumores malignos. Permite o exame detalhado da mucosa (revestimento interior do tubo digestivo), localizando eventuais pólipos (que podem conduzir a cancros) e, inclusive, possibilitar a sua eliminação, sem recorrer a cirurgia.
 

A inovação da endoscopia digestiva tem vindo a ganhar cada vez mais espaço no diagnóstico e tratamento das doenças do aparelho digestivo.
 

 

Segundo Hermano Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Endoscopia Digestiva (SPED), «neste momento, em regime de ambulatório ou mediante internamento inferior a 24 horas, os doentes podem realizar endoscopias digestivas com o mínimo desconforto».
 

 

Informar sobre estas novas técnicas é o objectivo deste encontro científico organizado pela SPED com o apoio do Serviço de Gastroentologia do H.U.C. Estas novas técnicas serão apresentadas com demonstrações ao vivo durante as manhãs ( 09h00- 13H00).
 

 

Novas técnicas da endoscopia
 

 

A endoscopia ultra-fina (endoscópios com 5 mm de diâmetro) mostra a sua capacidade diagnóstica com menos incómodo para o paciente. A telepHmetria, pequeno eléctrodo colocado no esófago junto ao estômago, permite analisar a «acidez» e assim, a avaliação científica da «azia» e de outros sintomas, sem recorrer a qualquer ligação «física» ao exterior do doente. Esta técnica concede uma liberdade total ao paciente, pois pode realizar a sua vida normal, durante este estudo que dura 24 horas.
 

 

A Ecoendoscopia por mini-sonda, vai facilitar «ver» as lesões da mucosa digestiva e de todas as outras camadas do tubo digestivo. Assim sendo, permitir, por exemplo, numa lesão tumoral saber o grau de invasão (se está numa fase inicial ou avançada) desse mesmo tumor.
 

 

As últimas evoluções técnicas da cápsula endoscópica – que permite visualizar o intestino delgado – é outro dos temas apresentados. Recorde-se que foi o Serviço de
 

Gastrenterologia do H.U.C. que introduziu esta técnica, há cerca de ano e meio, em Portugal.
 

 

No domínio do diagnóstico, serão apresentados endoscópios de alta-resolução, capazes de ampliar cerca de 100 vezes a mucosa digestiva observada e, assim, fazer quase que uma visão microscópica do esófago, do estômago e do intestino.
 

 

Será apresentado, pela primeira vez, num curso europeu e em execução ao vivo, o colonoscopio com orientação em 3 D, que permite além da visão do intestino uma localização perfeita da zona que estamos a observar.
 

 

O Doppler, possibilita «ver e ouvir» os vasos que estão subjacentes às lesões sangrantes do tubo digestivo – úlceras, etc – permite-nos uma terapêutica endoscópica guiada dessas lesões hemorrágicas com importantes ganhos de eficácia.
 

 

As estenoses (benignas e malignas) do tubo digestivo serão também abordadas em directo com a colocação de próteses, que permitem repermeabilizar o tracto digestivo e, assim facilitar ao doente uma alimentação aceitável ou fazer com que o seu débito intestinal se refaça.
 

 

A Doença do Refluxo Gastroesofágico – doença que atinge 20 por cento da população adulta portuguesa – só tinha dois tipos de alternativas: ou o tratamento medicamentoso prolongado, por vezes por toda a vida; ou o tratamento cirúrgico. Hoje, a endoscopia é uma alternativa terapêutica que será também demonstrada neste curso.
 

 

Alguns tumores malignos do fígado, podem ser destruídos por radiofrequência, através de uma agulha especial que é colocada dentro do tumor. Esta é outra das técnicas que vai ser demonstrada neste curso.
 

 

A drenagem de pseudo-quistos pancreáticos e o tratamento endoscópico das pancreatites crónicas (o álcool é uma das causas mais frequentes destas doenças) serão também demostrados, assim, como o Bloqueio do plexo celíaco, importante sobretudo no tratamento da dor oncológica, entre outras.
 

 

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