Endometriose: novos achados podem ajudar no diagnóstico e tratamento

Estudo publicado na “Science Translational Medicine”

11 fevereiro 2014
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Investigadores americanos identificaram a atividade celular associada a determinados sintomas da endometriose, a qual pode ajudar a melhorar o diagnóstico desta doença e a desenvolver fármacos mais eficazes, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 

A endometriose é caracterizada pela presença do tecido endometrial, que habitualmente se encontra no útero, noutros órgãos como ovários, cólon e diafragma. Esta presença cria lesões que causam dor e podem levar à infertilidade.
 

“As pacientes com endometriose queixam-se de infertilidade e dor, mas para além disso parece o jogo de adivinhas. Há poucos mecanismos moleculares conhecidos”, explicou, uma das autoras do estudo, Linda Griffith.
 

A endometriose é difícil de estudar uma vez que esta aparece e desaparece em diferentes momentos da vida das mulheres, e os sintomas bem como a severidade também variam bastante. Adicionalmente o diagnóstico pode demorar vários anos, entre três a 15 anos. Desta forma o líder do estudo, Michael Beste, refere que há de facto necessidade de melhorar a compreensão tanto da biologia básica, como das manifestações clínicas da doença para tratar com mais eficácia e melhorar a qualidade de vida das mulheres afetadas.
 

Assim, neste estudo os investigadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, analisaram o fluido peritoneal de 77 mulheres que tinham sintomas de endometriose variados. Foram medidas 50 proteínas em cada amostra, nomeadamente citoquinas. Estas proteínas são conhecidas por regular a resposta do sistema imune aos agentes infeciosas, estando também envolvidas no processo inflamatório.
 

O estudo apurou que determinados sintomas, como lesões do ovário e rectovaginais, estavam associados a um perfil específico de atividade das citoquinas. Este padrão, que incluía 13 citoquinas, estava também negativamente associado à fertilidade.
 

Os investigadores também constaram que a c-Jun, uma proteína envolvida na inflamação e já previamente associada à endometriose, era um dos reguladores deste padrão. Foi também observado que o padrão de citoquinas identificado era produzido por um tipo de células imunes, os macrófagos.
 

Na opinião dos autores do estudo, estes resultados poderão abrir portas para o desenvolvimento de novos tratamentos e fornecer uma melhor compreensão dos mecanismos responsáveis por esta condição.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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