Endometriose acarreta riscos acrescidos na gravidez

Estudo apresentado num congresso em Lisboa

19 junho 2015
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Um estudo revela agora que mulheres com endometriose têm mais risco de vir a sofrer um aborto ou ter uma gravidez ectópica. Para além disso, mesmo engravidando, correm mais risco de vir a ter complicações durante a gravidez ou parto, tais como hemorragias e parto prematuro.
 

A endometriose é uma condição na qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, cresce em outras regiões do corpo.
 

Os resultados deste estudo foram apresentados em Lisboa, entre 14 a 17 junho, no Encontro Anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE, na sigla em inglês).
 

Para o estudo, foram avaliados os processos reprodutivos e as gravidezes de 5375 mulheres com endometriose e de 8280 mulheres sem a doença. Os resultados mostraram que as mulheres com endometriose tinham mais probabilidade de vir a ter a complicações durante a gravidez quando comparadas com o grupo de controlo. Estas mulheres apresentavam um risco 76% superior de vir a sofrer um aborto e um risco três vezes superior de ter uma gravidez ectópica.
 

Nas mulheres com antecedentes de endometriose, o risco de sofrer uma hemorragia pré-parto ou pós-parto e de ter um parto prematuro também era superior.
 

Lucky Saraswat, líder do estudo, explica que a endometriose está associada a inflamação da pélvis e a alterações estruturais e funcionais no revestimento do útero. Estes fatores poderão contribuir para o desenvolvimento de problemas na gravidez.
 

A importância deste estudo é o facto de permitir que os médicos estejam em melhor posição de ajudar no planeamento familiar das mulheres com endometriose, de as monitorizar melhor antes e durante a gravidez e também de as sensibilizar para os riscos que correm.
 

Andrew Horne, co-investigador, afirma que 60 a 70% das mulheres com endometriose engravidam espontaneamente e têm filhos. No entanto, a comunidade médica não se tem focado no que acontece quando estas mulheres engravidam. “Estas novas descobertas sugerem que devemos alertar as mulheres com endometriose e que engravidam que correm riscos acrescidos de terem complicações tanto no início como no final da gravidez e assegurar que tenham uma vigilância pré-natal mais apertada”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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