Encontro entre óvulo e espermatozoide provoca “fogo-de-artifício” de zinco

Estudo publicado na revista “Nature Chemistry”

22 dezembro 2014
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Quando um espermatozoide entra dentro de um ovócito ocorre um “fogo-de-artifício” de partículas de zinco. O estudo publicado na revista “Nature Chemistry” refere que o ovócito fertilizado liberta da sua superfície biliões de átomos de zinco em ondas consecutivas.
 
As flutuações de zinco desempenham um papel central na regulação dos processos bioquímicos que garantem uma transição saudável do ovócito a embrião. Esta informação sem precedentes pode ser útil na melhoria dos métodos de fertilização in vitro.
 
“A quantidade de zinco libertado pelo ovócito pode ser um grande marcador para identificar um ovócito fecundado de elevada qualidade (…). Se formos capazes de identificar os melhores ovócitos, será necessário transferir menos embriões durante os tratamentos de fertilidade”, revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Teresa K. Woodruff.
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Northwestern, nos EUA, desenvolveram um conjunto de quatro métodos físicos para determinar a quantidade de zinco presente num ovócito e as a localização deste na altura da fertilização e após duas horas. Através de métodos de imagens de elevada sensibilidade, os investigadores foram capazes de visualizar e contar os átomos individuais de zinco e ainda observar as ondas de faíscas de zinco em três dimensões.
 
Os investigadores descobriram perto de oito mil compartimentos no ovócito, contendo cada um cerca de um milhão de átomos de zinco, os quais são libertados através de um processo concertado.
 
“No momento da fertilização vemos o ovócito libertar milhares destas bolsas, cada uma contendo milhões de átomos de zinco, e depois há uma pausa. Cada ovócito tem cerca de quatro ou cinco destas explosões periódicas. É muito bonito de visualizar, o fenómeno parece orquestrado tal como uma sinfonia. Sabíamos que o ovócito libertava grandes quantidades de zinco, mas não tínhamos ideia de como o fazia”, explicou, um outro autor do estudo, Thomas V. O'Halloran.
 
Este estudo estabelece a forma como os ovócitos acumulam e distribuem o zinco para controlar o processo de desenvolvimento que permite que o ovócito se transforme num embrião saudável. O zinco faz parte de um grande “interruptor” que controla o crescimento e a alteração que culmina com a formação de um organismo genético completamente novo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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