Empresa quer guardar ADN dos famosos

Chama-se DNA Copyright Institute e quer proteger material genético das estrelas contra a clonagem

19 agosto 2001
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Imagine que daqui a 20 anos, Madonna, Brad Pit ou Tom Cruise poderão encontrar no meio de uma caminhada no Central Park, em Nova Iorque, réplicas suas, mas que emanam o auge da juventude. A situação parece bizarra, mas na verdade há quem pense nela e queira, desde já, arrecadar algum dinheiro. Para evitar este tipo de situações, uma empresa norte-americana está a tentar convencer pessoas famosas a proteger os direitos de patente do seu próprio ADN.
 

 

E porque nada será mais estranho do que dar de caras com um ilustre clone desconhecido, o DNA Copyright Institute, sediado em São Francisco, argumenta que as estrelas deveriam pagar pelos serviços da empresa para reforçar a sua posição nos tribunais, caso alguém decida cloná-las sem ser autorização.
 

 

 

Embora a maioria dos cientistas não aprove a ideia de clonar seres humanos, o fundador da companhia, Andre Crump, acredita, no entanto, que não será difícil encontrar uma pessoa que se dispunha a tentar a clonagem. “A clonagem será no futuro tão fácil de fazer como uma fertilização in vitro”, disse Crump em entrevista à BBC.
 

 

 

E sobre os procedimentos técnicos usados num futuro próximo, o investigador afirmou que "o cientista não terá que ter um laboratório gigantesco nem o procedimento será tão caro". Segundo o empresário, só é necessário descobrir todos os pormenores sobre a clonagem para que se torne num “procedimento fácil” de executar.
 

 

Segundo Crump, recolher material genético suficiente para clonar uma pessoa famosa também não será difícil - já que simplesmente ao falar ao telefone as pessoas deixam para trás traços de seu genoma.
 

 

Apesar de a olho nu parecer mais um conto do vigário dos novos tempos, o DNA Copyright Institute oferece aos seus clientes a oportunidade de fazerem um teste de ADN, cujos resultados poderão ser posteriormente patenteados. "Essas pessoas ficarão protegidas em caso de processo judicial, se a sua carga genética tiver sido reproduzida ou divulgada de forma impressa, electrónica, fotográfica ou biológica".
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

Fonte: BBC
 

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