"Emprego e Autismo - guia para uma realidade possível”

Guia escrito por pais

21 janeiro 2015
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São muitos os pais que desconhecem que podem inscrever os filhos com autismo nos centros de emprego, outros nem sequer se questionam que possam ter trabalho. Estas foram algumas das situações que levaram uma associação a criar um guia para ajudar estes jovens a procurar emprego.
 

O livro intitulado “Emprego e Autismo - guia para uma realidade possível” tem como objetivo esclarecer os pais que não sabem o que fazer quando o filho deixa a escola, mas também ser um meio de apoio e orientação na construção de um projeto de vida ativa socioprofissional de pessoas com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA).
 

“Queremos que os nossos filhos sejam olhados como pessoas e o emprego é fundamental, porque nos transforma, nos melhora e nos abre caminho”, disse à agência Lusa Sara Martins, da Dar Resposta.
 

O emprego acaba por ser “a fase mais visível da exclusão, da segregação e da discriminação” a que estes jovens e adultos “estão mais sujeitos”, lamentou.
 

Sara Martins referiu que há pais que “nem sequer ponderam que o seu filho possa ter um emprego”. “Em altura alguma os culpo, porque essas famílias não têm apoio e precisavam de ter”.
 

Perante estas situações, “chegámos à conclusão que tínhamos de fazer um trabalho dirigido às famílias”, mas também aos jovens e adultos com PEA, professores, técnicos e empresários.
 

“O que acontece no nosso país em relação às perturbações de desenvolvimento, nomeadamente do espetro de autismo, é um assunto muito tabu, encarado sempre como uma grande catástrofe que acontece nas nossas vidas e não deixa de ser realmente uma surpresa contra à qual os pais não estão preparados”, acrescentou.
 

O guia dá a conhecer estratégias de procura de emprego, ensina a fazer um currículo, a preparar uma entrevista, e reúne “informação útil e prática” dirigida a técnicos e empresários para “promover uma maior consciencialização da importância e dos benefícios associados à contratação” destas pessoas.
O objetivo é “explicar à empresa que temos uma pessoa que vai ser rápida, excecional, quase sem falhas a fazer um arquivo, a programar, a ser zeloso no cumprimento de horários, e que não será um peso para a empresa, mas uma mais-valia”, explicou Sara Martins.
 

“Queremos muito acreditar” que as empresas vão deixar de encarar a questão da responsabilidade social como “uma obrigação”, mas antes como “um papel social que têm a desempenhar e que pode ser uma mais-valia em termos competitivos, de gerar lucro e de otimização de recursos humanos”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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