Embriões na lista científica de «sujeitos humanos»
01 novembro 2002
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O governo norte-americano incluiu os embriões na lista dos "sujeitos humanos" a proteger contra as experiências científicas.
 

 

O Departamento de Saúde acrescentou esta consideração na revisão que fez da carta constitutiva da comissão de assessores do governo federal que vai reflectir sobre a segurança de voluntários em experiências científicas.
 

 

As alterações às regras de operação da comissão de protecção na Investigação Humana, ainda não constituída, foram aprovadas no início de Outubro, segundo o jornal Washington Post, mas só foram conhecidas quarta-feira com a sua publicação na página de Internet da Administração norte-americana.
 

 

A utilização de embriões atrai cada vez mais investigadores, que vêem neles uma fonte de células mãe com potencial para aplicações terapêuticas.
 

 

O porta-voz do Departamento de Saúde, Bill Pierce, comentou a propósito que a recomendação não representa uma alteração substancial.
 

 

Mas os defensores da legalização do aborto vêem nesta modificação outro passo da Administração do presidente George W.
 

 

Bush no sentido de mais restrições à interrupção voluntária da gravidez.
 

 

A comissão foi criada durante a Administração do ex- presidente Bill Clinton, e, em Setembro, o Governo Bush deixou que a sua actividade expirasse depois dos funcionários do Departamento de Saúde terem manifestado a intenção de ampliar a missão do grupo.
 

 

A Administração Bush criou em 1 de Outubro a comissão de assessores para a Protecção na Investigação Humana, encontrando-se a decorrer trabalhos destinados a definir a sua missão.
 

 

A nova proposta acrescenta os embriões aos "sujeitos humanos" que devem estar protegidos nas experiências científicas, juntamente com adultos, crianças e fetos.
 

 

A inclusão dos embriões responde à definição - central no debate sobre o aborto - sobre o início da vida humana e a fase em que o ser concebido tem de ser definido como pessoa consagrada pelas garantias legais e constitucionais.
 

 

O subsecretário da Saúde, Arthur Lawrence, responsável pela alteração, disse que ela responde ao facto de existir uma inclusão crescente de mulheres em experiências.
 

 

Algumas dessas mulheres podem estar grávidas, e a nova regra estende a missão da comissão à protecção de "mulheres grávidas, embriões e fetos".
 

 

"É muito importante que prestemos atenção aos riscos para as mulheres que estejam grávidas, e para os seus embriões e fetos", acrescentou Lawrence.
 

 

 

Fonte: Lusa
 

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